Filme - O Século do Ego (Episódio 1: Máquinas de Felicidade - Episódio 2 – A Engenharia do Consentimento. Episódio 3 – Há um Policial Dentro das nossas cabeças: Ele deve ser destruído. Episódio 4 – Oito pessoas bebendo vinho)

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Episódio 1: Máquinas de Felicidade 

Há cem anos atrás uma nova teoria sobre a natureza humana foi introduzida por Sigmund Freud. Ele dizia ter descobertos forças primitivas, sexuais e agressivas escondidas no profundo das mentes de todos os seres humanos. Forças que se não controladas levariam o indivíduo e a sociedade ao caos e à destruição.


Essa série é sobre como aqueles no poder tem tentado usar as ideias de Freud para tentar controlar as perigosas multidões em uma era de democracia de massa. No coração da história não há só Sigmund Freud mas outros membros da família. 

Esse episódio é sobre o sobrinho americano de Freud, Edward Bernays. Ele é quase desconhecido atualmente mas a sua influencia no século 20 foi quase tão grande quanto a do seu tio. 

Bernays foi o primeiro a pegar as ideias de Freud sobre os seres humanos e usá-las para manipular as massas. Ele mostrou para as corporações americanas, pela primeira vez, como eles podiam fazer as pessoas quererem coisas das quais elas não precisavam ao associar produtos produzidos em massa aos seus desejos inconscientes. 

Ao realizar os desejos irracionais internos, as pessoas poderiam ser satisfeitas e felizes, tornando-se assim mais dóceis. Era o início da era do consumismo irrefreado que veio a dominar o mundo de hoje.


Episódio 2 – A Engenharia do Consentimento:  

Essa é a história de como as idéias de Sigmund Freud sobre a mente inconsciente foram usadas por aqueles no poder na América do pós-guerra para tentar controlar as massas. Políticos e administradores acreditavam que Freud estava certo ao sugerir que no interior dos seres humanos estão escondidos desejos e medos perigosos e irracionais. Eles estavam convencidos que foi a libertação desses instintos que levou aos horrores da Alemanha nazista. Para impedir que isso voltasse a acontecer, eles procuraram formas de controlar esse “inimigo” oculto na mente humana. 

No centro da história está a filha de Sigmund Freud, Anna e seu sobrinho Edward Bernays. Suas idéias foram usadas pelo governo americano, pelos grandes empresários e pela CIA para desenvolver técnicas que ajudassem a manipular e controlar as mentes do povo americano. Os que estavam no poder achavam que a única forma de fazer a democracia funcionar e criar uma sociedade estável era reprimir a selvageria que dormia logo abaixo da superfície do estilo de vida americano.


Episódio 3 –  Há um Policial Dentro das nossas cabeças: Ele deve ser destruído

Na década de 1960, um grupo radical de psicoterapeutas desafiou a influência das ideias freudianas na América. Eles foram inspirados pelas idéias de Wilhelm Reich, discípulo de Freud, que se voltou contra ele e foi odiado pela família Freud. Ele acreditava que o eu interior não precisa ser reprimido e controlado mas sim encorajado a se expressar.

Este programa mostra como isso se desenvolveu rapidamente nos Estados Unidos através da movimentos de auto-ajuda como o Seminário Werber Erhard de Treinamento – até a irresistível ascensão da auto-expressiva: Geração do eu.
Mas as corporações norte-americanas logo perceberam que este novo eu não era uma ameaça, mas a sua maior oportunidade. Era de seu interesse incentivar as pessoas a sentir que eram indivíduos únicos e, em seguida, vender-lhes maneiras de expressar as suas individualidades.


Episódio 4 – Oito pessoas bebendo vinho


Este episódio explica como os políticos de esquerda, tanto na Grã-Bretanha e dos EUA, usaram as técnicas desenvolvidas pelas empresas para ler e satisfazer os desejos internos dos eleitores.

Tanto Tony Blair como Bill Clinton usaram o grupo de foco, que havia sido inventado por psicanalistas, a fim de recuperar o poder. Eles partiram para moldar as suas políticas aos desejos das pessoas e seus sentimentos interiores, assim como o capitalismo tinha aprendido a fazer com os produtos.

Os políticos acreditavam que estavam criando uma forma nova e melhor da democracia, uma que realmente respondia aos sentimentos mais íntimos do indivíduo. Mas o que eles não perceberam foi que o objetivo daqueles que tinham originalmente criado estas técnicas não tinha sido libertar o povo, mas desenvolver uma nova maneira de controlá-los.


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