Você lembra da Operação Persona da CISCO? E o que isso tem a ver com a BANDIDAGEM da CARNE FRACA? Muita coisa - veja aqui

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 A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. Mais de 105 mil funcionários mantém 54 fábricas em sete países: Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido e Tailândia. 
Trecho extraído de: https://www.brf-global.com/brasil/sobre-brf/quem-somos-nossa-historia

 

 

O currículo do executivo da BRF

  José Roberto Pernomian Rodrigues, vice-presidente de integridade corporativa da BRF e alvo da Operação Carne Fraca, carrega em seu currículo uma condenação por contabando e quadrilha no Caso Cisco.
Ele foi indicado para o cargo por Abilio Diniz.

Extraído de: http://www.oantagonista.com/posts/o-curriculo-do-executivo-da-brf

 

Envolvido no caso Cisco foi indicado por Abilio à BRF

Vice-presidente de integridade corporativa da BRF desfruta de prestígio e tem forte influência nos negócios da gigante de alimentos



O Estado de S.Paulo
17 Março 2017 | 23h18

O executivo José Roberto Pernomian Rodrigues, vice-presidente de integridade corporativa da BRF, desfruta de prestígio e tem forte influência nos negócios da gigante de alimentos. Com trânsito livre em órgãos públicos, incluindo o Ministério da Agricultura, Rodrigues chegou a ser convidado a falar sobre ética e compliance na Bolsa de Valores de Nova York.

Na oportunidade, falou sobre práticas anticorrupção. 

Rodrigues também é o nome de confiança do empresário Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF, que defendeu a contratação do executivo em 2013, contrariando uma parte do novo time da companhia, segundo apurou o Estado. Rodrigues teve seu nome envolvido em 2007 na Operação Persona, da Polícia Federal, que investigava a Cisco. 

A reputação de Rodrigues sofreu um abalo. Seu nome foi ligado à Operação Carne Fraca. Contra ele, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, expediu mandado de condução coercitiva.

No inquérito, a Polícia Federal chegou a solicitar o afastamento de Rodrigues da vice-presidência da BRF. O pedido foi estendido a outros dois executivos da companhia – André Baldissa (diretor) e Roney Nogueira dos Santos (gerente de relações institucionais) – e também a Flávio Cassou, que os investigadores afirmam ser “executivo do grupo JBS”.

Para os investigadores, existem “evidentes possibilidades” de que Rodrigues e os outros citados, incluindo fiscais do Ministério da Agricultura, usavam suas funções para constranger testemunhas ou “atrapalhar a continuidade das diligências, viabilizar condições de outros colaboradores/empresários”. 

O juiz não acolheu o pedido da PF para afastar os executivos, mas deixou claro seus motivos. “Relativamente aos investigados que desempenham suas atividades perante empresas privadas, entendo que, no caso, não cabe a este Juízo Criminal determinar os seus afastamentos. Pelo que se observou, os investigados agiam em nome e por ordem de seus contratantes.”
A BRF não quis comentar sobre a convocação coercitiva de Rodrigues.

A JBS disse que “não há nenhuma medida judicial contra seus executivos”.

 / FAUSTO MACEDO, JÚLIA AFFONSO, LUIZ VASSALOS, MÔNICA SCARAMUZZO E FERNANDO SCHELLER

Artigo extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,envolvido-no-caso-cisco-foi-indicado-por-abilio-a-brf,70001704710 



MPF-SP pede condenação de acusados de importação fraudulenta

por Marcelle Ribeiro - O Globo / / /


06/04/2011 0:00 / Atualizado 04/11/2011 0:12


SÃO PAULO - O Ministério Público Federal de São Paulo recorreu de sentença que absolveu seis pessoas acusadas de participarem de um esquema de importação fraudulenta, investigadas na Operação Persona, da Polícia Federal, Receita Federal e MPF-SP. A operação foi realizada em outubro de 2007 para apurar a atuação das empresas Cisco e Mude na montagem de uma cadeia de empresas no Brasil e nos Estados Unidos.

Estas empresas são acusadas de diversas fraudes em 16 importações fraudulentas entre 2006 e 2007. Segundo a Receita, os envolvidos não teriam recolhido R$ 3,4 bilhões em impostos.

Nesta quarta-feira, o MPF-SP recorreu de sentença da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que, em fevereiro, decidiu condenar seis executivos e funcionários da Mude e da What's Up (que é o setor de importação da Mude), mas absolveu outras seis pessoas. O MPF-SP quer que os absolvidos sejam condenados e que a pena dos condenados seja aumentada.

Nesta sentença de fevereiro, o juiz Luiz Renato Chaves de Oliveira, da 4ª Vara Criminal, condenou, a 5 anos e 2 meses de prisão, os executivos José Roberto Pernomian Rodrigues, Moacyr Alvaro Sampaio, Fernando Machado Grecco, Marcelo Naoki Ikeda, Reinaldo de Paiva Grillo e Marcílio Palhares Lemos , pelos crimes de contrabando/descaminho e quadrilha. No entanto, eles foram absolvidos da acusação de uso de documento falso.

O juiz absolveu de todas as acusações o ex-presidente da Cisco, Carlos Roberto Carnevali, um dos sócios da Mude Hélio Benetti Pedreira, o advogado da empresa Mude, Gustavo Henrique Castellari Procópio, e três funcionários da What´s Up e da Mude: Everaldo Batista Silva, Leandro Marques da Silva e Fábio Vicente de Carvalho.

O MPF-SP entende que os seis acusados pelo crime de descaminho absolvidos neste processo são culpados de importações fraudulentas da Mude e, por isso, devem ser condenados. De acordo com o MPF-SP, Carnevalli era sócio-oculto da Mude, e, assim como os demais acusados "possuíam funções de comando tanto na empresa quanto na coordenação do esquema de importação fraudulenta".

As procuradoras da República Ana Letícia Absy e Priscila Costa Schreiner, responsáveis pelo caso, querem que todos os réus sejam condenados pelo crime de uso de documento falso.

O juiz Luiz de Oliveira entendeu que o uso de notas fiscais falsas no crime de descaminho é uma conduta absorvida pelo crime principal. Mas as procuradoras acreditam que as 22 falsificações de notas fiscais de compra e venda são crimes autônomos e passíveis de punição.

As procuradoras querem que as penas dos seis condenados seja aumentada devido ao grande prejuízo aos cofres públicos causado e da sofisticação do esquema criminoso.

O MPF-SP pretende recorrer, também, de uma outra sentença derivada da Operação Persona, também do juiz Luiz Oliveira. Em 21 de março, o magistrado condenou outros quatro acusados de fraude em importação, mas absolveu uma pessoa. Este outro processo afeta o controlador do grupo South American Overseas (S.A.O.), empresa responsável pelo desembaraço aduaneiro dos produtos importados, e integrantes de um grupo chamado K/E, que seria responsável por empresas laranjas no Brasil.

Neste outro processo, a Justiça condenou os diretores do grupo K/E Cid Guardia Filho e Ernani Bertino Maciel, o diretor do grupo SAO Paulo Roberto Moreira e o colaborador do grupo K/E Marcos Zenatti, pelo crime de descaminho. José Carlos Mendes Pires, que seria colaborador do grupo K/E foi absolvido.

Uma terceira denúncia foi oferecida pelo MPF-SP em fevereiro deste ano contra pessoas investigadas pela Operação Persona. Nesta terceira denúncia, o MPF descreve como funcionaria o esquema de corrupção ativa e passiva, além de formação de quadrilha que envolveria três fiscais da Receita lotados na Bahia, três responsáveis por assessorias de comércio exterior e um prestador de serviços. Eles atuariam irregularmente na agilização de importações efetuadas em nome das empresas interpostas usadas pelo grupo Mude.

A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, porém, entendeu que o novo caso deve ser analisado pela Justiça Federal da Bahia.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mpf-sp-pede-condenacao-de-acusados-de-importacao-fraudulenta-2800090#ixzz4btVrNpAZ


 São Paulo, terça-feira, 06 de novembro de 2007


Ex-juiz é acusado de criar suposto esquema da Cisco Executivo movimentou US$ 500 milhões em um ano nos EUA, diz acusação

Advogado diz que provará inocência do cliente, que era diretor da Mude, a maior distribuidora da Cisco, e foi preso em 16 de outubro

MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Após ser preso pela Operação Persona, que acusa a empresa de tecnologia americana Cisco de fraudar importações, o advogado e executivo José Roberto Pernomian Rodrigues disse aos policiais federais que sabia da investigação, mas não tinha como suprimir os rastros do que fizera. Afinal, havia movimentado US$ 500 milhões (cerca de R$ 900 milhões) nos Estados Unidos em um ano, de acordo com o relato.

Não foi a única surpresa da Polícia Federal no caso de Rodrigues: o seu currículo também é invulgar para quem está preso desde o dia 16 de outubro. Em 2002, o advogado foi juiz do Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria da Fazenda de São Paulo, no qual são julgadas causas de ICMS que envolvem milhões, e fez doutorado na Faculdade de Direito da USP.

Rodrigues tentou ser professor da USP, mas foi reprovado, e aparece no quadro de professores e conferencistas da Escola Paulista de Direito, um dos mais prestigiados cursos privados de pós-graduação do país. Antes de assumir a diretoria da Mude -a principal distribuidora da Cisco no Brasil, acusada de comandar as fraudes junto com a empresa americana-, Rodrigues era advogado tributarista da importadora.
Parte do tribunal da secretaria paulista é composta de advogados indicados por contribuintes em lista tríplice e escolhido pelo governador -no caso, Geraldo Alckmin.
O "advogado brilhante", como é classificado por amigos, tinha uma vida dupla, de acordo com a PF. Rodrigues é acusado de ter sido um dos mentores do esquema que a Cisco teria usado para importar equipamentos de informática dos EUA.

A fraude teria resultado em perdas de R$ 1,5 bilhão para a Receita em três anos, segundo estimativa do próprio órgão.
Rodrigues é diretor de operações e de finanças da Mude. Foi nesse cargo, de acordo com a PF, que criou um esquema inédito de sonegação de impostos.

O plano de Rodrigues tinha a sofisticação de quem conhece a área tributária no Brasil e no exterior. A Mude, segundo a PF, usava empresas em nome de laranjas no Brasil e nos EUA para evitar que as autoridades descobrissem que ela era a real importadora. O advogado era quem controlava o esquema nos dois países. Nos EUA, era diretor da Mude USA e criou a Mude Investments, segundo a investigação.
Era ele também quem abria as "offshores" (empresas no exterior) em paraísos fiscais, diz a PF. Um dos relatórios da inteligência da PF diz que "José Roberto controla o grupo [Mude] no Brasil e nos EUA; por isso, mantém a rotina de permanecer 15 dias em cada país".
As "offshores" tinham um papel duplo no esquema, segundo os policiais: elas serviam para esconder os reais importadores e eram usadas para fazer remessas ilegais de recursos para fora do Brasil. O executivo abria "offshores" por meio de um escritório de advocacia do Panamá, o Alcogal (Aleman, Cordero, Galindo e Lee), que trabalha para corporações do porte da Philip Morris, do Citibank, da Siemens e da Cisco Systems.
Sempre segundo a investigação, a sonegação era feita por meio da redução nos EUA do preço real do produto importado. Num exemplo hipotético, a Cisco vendia um equipamento de US$ 100 mil para uma empresa controlada pela Mude. Ela revendia o mesmo produto para outra empresa do esquema por valores que eram subfaturados em até 70% -ou seja, o produto de US$ 100 mil passa a custar US$ 30 mil, e o imposto caía na mesma proporção. O valor menor aparecia nos documentos fiscais americanos em forma de desconto.
O toque de mestre do esquema, na avaliação de auditores da Receita, é que ele preserva a Cisco, já que as supostas irregularidades eram cometidas pelas empresas para as quais ele vendia. O envolvimento da Cisco, de acordo com a PF, ficou evidente com as interceptações telefônicas feitas com ordem judicial. Nelas, executivos da empresa mostram que sabiam e usufruíam das irregularidades, segundo os policiais.
A Cisco atribui todas as irregularidades à Mude.

Pagamentos no exterior
A escuta dos telefonemas de Rodrigues aponta que ele cuidava dos pagamentos no exterior -o que desmonta a tese dos advogados da Mude de que a empresa não fazia importações, só distribuía os produtos.
A gravação das conversas sobre os pagamentos no exterior apontam que a Mude enviava dinheiro ao exterior para saldar dívidas de uma rede de empresas de laranjas no Brasil e nos Estados Unidos.
Os telefonemas interceptados revelam que o advogado cuidava da blindagem patrimonial dos diretores da Mude. Os ganhos ficavam em nome de "offshores", o que dificulta que esse dinheiro seja recuperado pelo governo brasileiro em caso de eventual condenação.

 Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0611200721.htm

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