O Golpe comunista já foi dado & A Sinagoga de Satanás - A Linhagem dos Rothschild & Parlamento dos Brics: Brasil enredado numa nova armadilha eurasiana & "BRIC" É INVENÇÃO ESTRATÉGICA COMUNISTA DIABÓLICA

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A Sinagoga de Satanás - A linhagem dos Rothschilds

A Sinagoga de Satanás - A linhagem dos RothschildsGrande trapalhada entre Semitismo e Sionismo, as convenções iludem as massas[Imagem: zstomp_dees1.jpg?w=497&h=443]
Antissemitismo, é descrito como sendo o preconceito ou hostilidade contra judeus baseada em ódio contra seu histórico étnico, cultural ou religioso. Apesar de ser essa a definição usada e abusada desde a idade média, a mesma encontra-se errada mas aceite por convenções.
O antissemitismo por convenção, refere-se especificamente ao preconceito contra judeus em geral, apesar do fato de existirem outros falantes de idiomas semitas (isto é, árabes, etíopes ou assírios) e de nem todos os judeus empregarem linguagem semita.
Considerando a etimologia da palavra, antissemitismo significaria aversão aos semitas – segundo a Bíblia, os descendentes de Sem, filho mais velho de Noé – grupo étnico e lingüístico que compreende os hebreus, os assírios, os arameus, os fenícios e os árabes.
Assim sendo e baseado no acima descrito, percebe-se que as palavras semitismo e antissemitismo, têm sido mal utilizadas. E quando os árabes se assumem como antissemitas, não se assumem só como anti-judeus, mas igualmente como anti-árabes.
A maioria das pessoas confunde semitismo com sionismo.[Imagem: sionismo-versus-judaismo1.jpg?w=487&h=366]
O Sionismo é um movimento político e filosófico que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado judaico independente e soberano no território onde historicamente existiu o antigo Reino de Israel (Eretz Israel).
O Sionismo é também chamado de nacionalismo judaico e historicamente se propõe à erradicação da Diáspora Judaica com o retorno da totalidade dos judeus ao atual Estado de Israel.
[Imagem: anti-sionistas31.png]

Hoje em dia o Sionismo extremista e muito ligado à extrema-direita judaica, com fortes relações com os Neo-Conservadores Norte-Americanos e aos Judeus Ashkenazi da Banca. Estes membros de topo de Sociedades Secretas Negras (interessante será ver o controlo dos média e do cinema feito por estes personagens), nunca se importaram, nem se importaram com o povo judeu, basta ver o que aconteceu com Jesus Cristo os seus e com o Holocausto da 2ª Grande Guerra, em que a alta finança sionista ashkenazi (herdeira da Nobreza Negra de Veneza), financiou os Aliados, o Comunismo e também esteve intimamente ligada à criação e financiamento do Nacional-Socialismo Alemão.
Tendo estes Judeus extremistas lucrado com o Holocausto, na medida em que puderam criar o estado de Israel actual.[Imagem: nazismo-e-sionismo-031.jpg]

Leia mais: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-biblioteca-hitchcock-andrew-carrington-a-sinagoga-de-satan%C3%A1s-a-linhagem?page=2#ixzz33AHaG300
 
Extraído de: http://aguerranuncaacaba.blogspot.com.br/2014/05/a-sinagoga-de-satanas-linhagem-dos.html



Para entender como os banqueiros querem governar o mundo, é necessário perceber que após o auto-atentado de 11 de setembro de 2001, o Iraque, Paquistão, Afeganistão, Libia e Síria foram atacados e destruídos, seus líderes ou foram removidos do poder ou assassinados ao vivo na TV. A Síria é a bola da vez. Tudo por causa de petróleo, gás, controle do Banco Central e posicionamento estratégico. E os que possuem recursos minerais, recursos naturais e não possuem seu Banco Central controlado pelos Rothschild estão na lista para receber a visita das tropas da OTAN/EUA, são eles: Venezuela, Irã, Síria, China, Brasil e Rússia.

O GOLPE COMUNISTA JÁ ACONTECEU - e de forma envolvente - Brasil unido ao BRICS que tem a APARÊNCIA DE BANCO, porém não é NADA DISSO!
O OBJETIVO DO BRICS É O GOLPE COMUNISTA MUNDIAL!
É o golpe financeiro em todas as nações do mundo! Sugiro, abaixo a leitura do livro:
A Sinagoga de Satanás – A Linhagem dos Rothschild -

As Sinagogas de Satanas a Linhagem Dos Rothschild - Andrew Carrington Hitchcock

Um livro do Cristão Andrew Carrington Hitchcock, nele é narrado em uma linha do tempo, a origem do sangue corrompido e podre da família Sionista Red Shield, ou melhor dizendo o seu nome atual " Rothschild ". Hoje são banqueiros e administradores do sistema monetário do mundo, tiveram grande influencia na dominação de nosso pais (A família Rockfeller são descendentes dos Rothschild). Livro muito bem explicativo, deve ser lido com atenção.




Link do programa da rádio S.O.S. Forças Armadas que ficará na História, onde o advogado e jurista Walter Policastro​, revela ao Brasil e o mundo que O GOLPE COMUNISTA NO BRASIL JÁ FOI DADO de forma oculta.
Links citados:
br.sputniknews.com/mundo/20150622/1356428.html
radiovox.org/2015/06/14/brasil-…lamento-eurasiano/
jornaldehoje.com.br/brasil-entra-co…anco-dos-brics/
www.jb.com.br/pais/noticias/2015…acordos-com-brics/
oglobo.globo.com/mundo/russia-ref…ua-otan-16458950
www.youtube.com/watch?v=HObL3Mib5GU


Parlamento dos Brics: Brasil enredado numa nova armadilha eurasiana

A notícia mais importante da semana passou despercebida e escondida pela grande mídia brasileira.
O 1ᵒ Encontro Parlamentar do BRICS, realizado em Moscou, contou com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, mais uma comitiva de três senadores e 13 deputados federais.
A discussão principal circulou em torno da criação de um Parlamento do Brics, aos moldes dos já existentes da Comunidade Européia e do Mercosul. É a implantação do Império Eurasiano no controle total do Brasil, com apoio dos nossos três poderes.

Ouça ao comentário de Alex Pereira, da Rádio Vox.: http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15900-parlamento-dos-brics-brasil-enredado-numa-nova-armadilha-eurasiana.html







O que realmente está por trás das ideias de Brasil, Rússia, Índia e China?

Publicado em 29 de abr de 2014
O que é então o BRIC (ou Brics) segundo Olavo de Carvalho? O que realmente está por trás das idéias de Brasil, Russia, India e China?

Olavo faz um paralelo interessante dizendo que as nações do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) querem na verdade livrar-se do dólar como moeda internacional e criar uma Nova Ordem Mundial.

Esse novo governo então substituiria o Fundo Monetário Internacional (FMI) criando uma nova moeda que circularia pelo mundo e assim por tanto diminuindo a dependência que esses países têm em relação ao dólar.

Olavo também salienta a respeito da queda da economia americana nos próximos anos dizendo que a queda dos Estados Unidos é iminente e que esse novo sistema globalista nunca teve tanto suporte e um rápido desenvolvimento como antes.




Os Rothschilds estão no controle do mundo há muito tempo, seus tentáculos alcançam muitos aspectos de nossa vida diária, como está documentado adiante. Contudo, antes devocê seguir para os documentos adiante, por favor leia esta introdução a qual irá lhe dizer quem são os Rothschilds como opostos ao que eles alegam ser.
Os Rothschilds alegam que eles são Judeus, quando de fato eles são Czares. Eles vieram de uma região chamada Khazaria, a qual está nas terras ocupadas entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, atualmente o local onde está a Geórgia. A razão dos Rothschilds alegarem serem Judeus é que os Czares debaixo das ordens do rei, converteram-se ao judaísmo no ano de 740 D.C., mas é claro que isso não indica que seus genes asiáticos dos povos mongóis também converteram-se ao judaísmo.
Você irá descobrir que aproximadamente 90% das pessoas no mundo hoje, que alegam serem judeus, são na verdade Czares, ou como eles gostam de serem conhecidos, Judeus Ashkenazim.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014


"BRIC" É INVENÇÃO ESTRATÉGICA COMUNISTA DIABÓLICA

Com   A  Marca da Verdade    e chancela  da  Gazeta do Brasil,     você   lê   e    sabe !


                     APRENDAM A VERDADE !

Um estudioso do assunto nos escreve e pede que republiquemos seus posts porque sabe do poder de ação e alcance da Gazeta do Brasil e nós atendemos porque, aqui é trincheira contra o comunismo e regimes ditatoriais sangrentos.
Aqui, agora, você ai saber o que é "BRIC'
Passe o mouse em " Mais Informações "  em letras azuis aqui  abaixo e aprenda!


" Eu tenho publicados em meu blog VÁRIOS artigos falando que a Rússia tem planos de fazer guerra contra os ESTADOS UNIDOS e contra Israel, e contra a Igreja Católica.

Firmou pacto político, econômico e militar, estratégico com a China e países ISLÂMICOS, pra atacarem o ocidente (Europa e EUA).
As manifestações na Ucrânia se deve a revolta popular do povo que não quer domínio russo.
O povo lá tem medo da Rússia, pois sabe do que eles são capazes.

No tempo do Stalin, morreram uns 7 milhões de ucranianos, devido ao regime soviético.


E a Ucrânia sofreu com o rompimento da usina de Chernobyl, que ficava (e ainda fica) na cidade fantasma de Pripyat.
Tiveram pouco apoio do estado soviético na ocasião.
E a política intervencionista russa, através dos partidos de esquerda que são AINDA HOJE COMANDADOS pela KGB, cujo nome mudou pra FSB, fazem a política da Rússia.

OS BRICS são fabricação do esquema de poder imperial EURASIANO do esquema globalista russo-chinês.
Pra derrubar os EUA, e fazer da CHINA um poder econômico e militar superior.

E é o que está em pleno curso...
Quando o FHC privatizou a Cia Vale do Rio Doce, disseram que ele era neoliberal, entreguista, que estava dando nosso patrimônio para os grandes capitalistas, e blá blá blá...  era tudo CONVERSA FIADA DA ESQUERDA.
A privatização foi feita pra favorecer aos BRICS, em especial a CHINA!!!
Tanto que as empresas do Eike Batista ajudam a Cia Vale a exportar os famosos commodities para os chineses. Minério de ferro é o carro chefe... e muito mais coisas.
Enfim...
O FHC foi quem deu o ponta pé pra fazer do Brasil um vassalo da nova ordem mundial.

Quando a militarização russa na América do Sul, isso eu já sabia.

O Peru, o Equador, a Venezuela, o Chile, e a Bolívia, compraram nesses últimos anos, MUITO ARMAMENTO RUSSO.
O Peru e o Chile e a Venezuela, principalmente a Venezuela, foram os que mais compraram.
Nos links de vídeo dos artigos do meu blog tem vídeos provando isso, mostrando como a América do Sul se militarizou, comprando armamento russo.
Veja todos os artigos um a um, e assista cada um dos vídeos disponíveis (linkados) dentro deles.

LEIA ABAIXO MATÉRIA DA BBC E SAIBA MAIS

Rússia negocia presença militar na América Latina

Ministro russo diz que objetivo é usar bases, portos e aeroportos para missões de patrulha 

Para analista Moisés Naím, Rússia segue ainda a mentalidade da Guerra Fria AP
O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que seu país está pensando em expandir sua presença militar em vários países, incluindo a Venezuela, Cuba e Nicarágua, segundo informações da agência de notícias russa RIA Novosti.
De acordo com o informe da agência, Shoigu disse que a lista de lugares onde as negociações estão mais avançadas para o aumento da presença militar russa inclui Vietnã, Cingapura e Seicheles.
Shoigu disse que o objetivo russo é fazer com que suas Forças Armadas possam usar bases militares, portos e aeroportos em lugares estratégicos no mundo, para missões de patrulha internacional.
A diretora do Centro de Políticas de Defesa e Segurança do centro americano de pesquisas RAND Corporation, Olga Oliker, disse à BBC que a ideia da Rússia é expandir sua influência global.
'Me parece interessante que entre os países mencionados estão nações na América Latina, Ásia e Oriente Médio. Isso é realmente sobre um papel mais global da Rússia, que já sabemos que ela quer ter, e não é surpreendente. Mas é uma confirmação', diz ela.


Ucrânia
Oliker concorda com a análise de Moisés Naím, do departamento de economia internacional da Carnegie Endowment for Peace, outra entidade americana de pesquisas. Naím diz que as declarações do ministro russo têm relação com o momento vivido pela Ucrânia.
'A Rússia e [o presidente Vladimir] Putin estão agindo com a mentalidade da Guerra Fria, em que cada ação da potência rival gera uma resposta parecida. No caso da Ucrânia, que estava prestes a afirmar um acordo de associação com a Europa, Putin interveio de maneira agressiva para impedir que o presidente [Victor] Yanukovych firmasse esse convênio'.
Yanukovych cedeu aos pedidos russos, o que acabou levando milhares de pessoas. A crise política de três meses desencadeou a queda do presidente russo e a instalação de um governo interino.
Para Naím, Putin viu na pressão do povo nas ruas da Ucrânia uma forma de enfraquecimento do poder russo. Por isso ele estaria considerando agora estabelecer bases militares em outros países.
O analista diz que o anúncio feito pelo ministro russo da Defesa é mais uma questão de 'teatro e política interna do que de geopolítica'.
'Tem mais a ver com a ideia de reafirmar perante os russos o grande projeto de Putin de tornar a Rússia um grande ator mundial e de ser o grande restaurador da grandeza e da reputação russas.'
'A Rússia foi um ator importante [na Síria] e ela quer sublinhar isso', diz Oliker. 'E se sente que pode ser um ator importante em outras partes do mundo. O desafio da Rússia é descobrir o que quer realmente ela quer. Ela tem uma agenda na Síria, mas sua agenda na Ásia e na América Latina é muito menos clara.'
Em 2008, durante visita oficial à Moscou, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou seu apoio à presença militar russa em território venezuelano.
'A Rússia tem potencial suficiente para garantir sua presença em diferentes partes do mundo. Se as Forças Armadas russas quiseram estar na Venezuela, serão recebidas calorosamente', disse Chávez, na época.
Mercosul dominado pelo Foro de SP: a democracia jogada no lixo
Por Saulo de Tarso Manriquez 

Tão ilegal e ilegítima quanto a incorporação da Venezuela ao Mercosul é a permanência incólume desse Estado dentro da organização.
A cada dia se intensificam as perseguições aos dissidentes do governo de Maduro.

Teoricamente, a democracia é indispensável ao processo de integração do Mercosul. Mas contrariando parte de seu próprio corpo normativo, quase todos os Estados Partes da organização, desde pelo menos 2012, vêm interpretando e aplicando as normas relativas à democracia de modo seletivo, arbitrário e antidemocrático.      
O art. 1 do Protocolo de Ushuaia I (doravante PU-1) diz que "a plena vigência das instituições democráticas" é condição essencial para a integração mercosulina. Por essa razão, o PU-1 prevê a possibilidade de suspender o direito de um Estado Parte de participar dos órgãos do Mercosul quando nesse Estado se verifica uma ruptura com a ordem democrática.
Invocando retoricamente a defesa das instituições democráticas mencionadas no PU-1, no dia 29 de junho de 2012, na Reunião de Cúpula de Presidentes, realizada em Mendoza, os Presidentes da Argentina, do Brasil e do Uruguai, decidiram suspender a participação do Paraguai nos órgãos do Mercosul e declararam a incorporação República Bolivariana da Venezuela como membro pleno da organização. A justificativa para a suspensão foi a alegação de que a deposição do então presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foi um julgamento político que teria se dado de modo sumário e sem o devido processo legal.
Ocorre, no entanto, que deposição de Lugo por meio de um julgamento político foi legítima e constitucional[1], e não desfez e nem rompeu a ordem democrática. Tudo se deu de forma mais ou menos pacífica, sem distúrbios sociais no território paraguaio. As instituições democráticas foram mantidas. Entretanto, a esquerda latino-americana não tardou a chamar a deposição de Lugo de “golpe de Estado” e organizações internacionais cúmplices diretas e indiretas da revolução socialista continental ratificaram esse discurso. A Organização dos Estados Americanos, por exemplo, entendeu ser "inaceitável o julgamento político contra o presidente constitucional e democraticamente eleito", destacando que o procedimento "afeta a vigência do Estado de Direito no Paraguai"[2]. Também merece destaque o pronunciamento Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano, que disse que a deposição de Lugo "foi um retrocesso para a democracia"[3].
Como se não bastasse o uso retórico do PU-1, os Estados que decidiram pela suspensão do Paraguai aplicaram-na arbitrariamente. Nos termos do PU-1, a suspensão só pode ser aplicada após a realização de consultas prévias que devem ser buscadas e promovidas pelos Estados que julgam ter havido ruptura democrática em um dos Estados partícipes do Mercosul. Os Estados que decidiram pela suspensão do Paraguai, na contramão das melhores técnicas de solução de controvérsias admitidas no direito internacional[4] e, desrespeitando o PU-1, não se valeram de consultas/negociações diretas prévias, revestindo de ilegalidade e ilegitimidade a suspensão. O PU-1 só foi utilizado para dar um "ar" de juridicidade ao arbítrio.
Tão arbitrária quanto a decisão que suspendeu o Paraguai foi a declaração subsequente dos Presidentes da Argentina, do Brasil e do Uruguai (feita na mesma Reunião de Cúpula de Presidentes anteriormente mencionada) que incorporou a República Bolivariana da Venezuela como membro pleno do Mercosul, principalmente por não ter o Paraguai, na condição de membro pleno do Mercosul, participado dessa decisão, violando-se assim a unanimidade exigida pelo art. 20 do Tratado de Assunção.[5]
Em nome da democracia, de modo antidemocrático e sem bases jurídicas, suspendeu-se o Paraguai e incorporou-se a República Bolivariana da Venezuela como membro pleno do Mercosul.
A concepção de democracia que está se desenvolvendo no âmbito do Mercosul é perigosa. É uma concepção que não valoriza as instituições e os elementos que favorecem as democracias. A democracia mercosulina torna-se cada vez mais antidemocrática, mais bolivariana.
Em que pese o presidencialismo na América Latina tenha uma força simbólica, e embora o Protocolo de Montevidéu (também conhecido como Ushuaia II) - documento elaborado às pressas para proteger os presidentes dos Estados Partes do Mercosul que forem ligados ao Foro de São Paulo contra situações como a que destituiu Lugo - force uma identificação entre democracia e governante, um Estado Democrático de Direito não se resume à figura de seu presidente. Uma democracia envolve uma série de institutos e instituições e depende de uma série de condições[6] (liberdade de expressão e de imprensa, aceitação das dissidências, liberdade econômica, etc.).
Há anos a democracia venezuelana vem sendo corroída pelos governos socialistas de Chávez e de Maduro. A decisão que incorporou a República Bolivariana da Venezuela desconsiderou os inúmeros atentados às instituições democráticas perpetrados por Hugo Chávez. Os ataques às instituições democráticas deveriam ter desencorajado essa nefasta decisão.
Tão ilegal e ilegítima quanto a incorporação da Venezuela ao Mercosul é a permanência incólume desse Estado dentro da organização. Nenhum compromisso democrático foi exigido de Hugo Chávez e provavelmente nada será exigido do governo de Nicolás Maduro.
Maduro está concluindo o processo de destruição das instituições democráticas venezuelanas iniciado por Hugo Chávez. A situação política na Venezuela é crítica. A cada dia se intensificam as perseguições aos dissidentes do governo de Maduro. Diante desse cenário, o Protocolo de Ushuaia I, usado de modo absolutamente errado contra o Paraguai, deveria ser utilizado para se exigir de Maduro respeito ao que resta de democracia na Venezuela, porém, dificilmente será usado, pois, ao que tudo indica, o PU-1 não se aplica aos companheiros do Foro de São Paulo. É mais provável que outro protocolo, o Protocolo de Montevidéu (Ushuaia II) venha a ser invocado, não para salvaguardar a democracia, mas para proteger Nicolás Maduro [7].
A aplicação seletiva e arbitrária das normas do Mercosul relativas à democracia é uma das evidências de que o Mercosul está sendo apropriado indevidamente (se é que já não foi), nos planos institucional e conceitual, pelo Foro de São Paulo.

Notas:      

[1] O julgamento político pelo qual Lugo foi deposto, está expressamente previsto na “Sección VI” da Constituição do Paraguai. Por essa razão, Luiz Felipe Lampreia, ex-chanceler brasileiro, que foi, diga-se, um dos elaboradores do Protocolo de Ushuaia, destacou que o julgamento político de Lugo "foi um processo constitucional", não havendo, portanto, motivo suficiente para a suspensão do Paraguai do Mercosul.
[2] Destituição de Lugo é retrocesso da democracia no Paraguai. 23 jun. 2012. Disponível em: <http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2012/06/23/interna_internacional,302033/destituicao-de-lugo-e-retrocesso-da-democracia-no-paraguai.shtml> Acesso em: 19 de jun. de 2015.
[3] Idem.
[4] Em que pese o fato de o direito internacional prever como meio pacífico de solução de controvérsias o uso de sanções como a suspensão, o uso de medidas coercitivas não pode ser vista como medida inicial para a solução das controvérsias. O uso de sanções só se justifica quando esgotados os meios diplomáticos, dentre os quais estão as negociações diretas (Cf. ACCIOLY, Hildebrando; SILVA, Geraldo Eulálio do Nascimento. Manual de direito internacional público. São Paulo: Saraiva, 2002). A diplomacia, diz Klaus Raupp, “detém uma situação proeminente frente a qualquer outro meio que busque solucionar questões internacionais" (RAUPP, Klaus da Silva. Solução de controvérsias entre os Estados-Partes do Mercosul in: RODRIGUES, Horácio Wanderlei (org.). Solução de controvérsias no Mercosul. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1997, p. 43-44).
[5] A incorporação da Venezuela, convém destacar, só foi possível porque o Paraguai foi suspenso, haja vista que esse mostrava-se bastante reticente com relação à incorporação da Venezuela como membro pleno do Mercosul.
[6] Cf. DAHL, Robert Alan. Sobre a democracia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2009.
[7]Art. 4 do Protocolo de Montevidéu - "Quando o Governo constitucional de uma Parte considerar que está ocorrendo em sua jurisdição alguma das situações indicadas no artigo 1 poderá solicitar aos Presidentes das Partes ou, na falta destes, aos Ministros das Relações Exteriores em sessão ampliada do Conselho do Mercado Comum, através da Presidência Pro Tempore, colaboração para o fortalecimento e preservação da institucionalidade democrática". O artigo 1 mencionado acima diz o seguinte: "O presente Protocolo será aplicado em caso de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática, de uma violação da ordem constitucional ou de qualquer situação que ponha em risco o legítimo exercício do poder e a vigência dos valores e princípios democráticos".

Saulo de Tarso Manriquez é mestre em direito pela PUC-PR.
Extraído de: http://www.midiasemmascara.org/artigos/direito/15916-mercosul-dominado-pelo-foro-de-sp-a-democracia-jogada-no-lixo.html





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