DAVID STOCKMAN: A ECONOMIA GLOBAL ESTÁ PRESTES A RACHAR E, ISSO, POR QUATRO RAZÕES

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David Stockman: A economia global está prestes a rachar e, isso, por quatro razões

Publicado em 16 de fevereiro de 2015

David Stockman trabalhou como diretor do Escritório de Administração e Orçamento sob a presidência de Ronald Reagan. Poucas pessoas entendem de economia global melhor do que ele. No blog financeiro Peak prospérité, Stockman diz que a economia mundial está agora numa fase de "crack-up" (colapso) e, isso, por quatro razões:

1. O número crescente de ações desesperadas de repressão financeira dos bancos centrais

A cada semana, um novo banco central do mundo reduz as taxas de juro até torná-las negativas para tentar reativar a economia. Vários países têm agora taxas de juro negativas. Segundo Stockman, isso não pode durar: os bancos centrais perderam o controle e eles se engajaram em uma corrida para a queda, elaborando, gradativamente, teorias cada vez mais contraditórias.

2. A volatilidade e o caos crescente nos mercados financeiros

Ao longo dos últimos três meses, os mercados de ações têm se comportado como marinheiros bêbados. Mas, no fundo, eles são apenas um monte de robôs e de comerciantes que estão fazendo o que eles podem para interpretar corretamente os gráficos e dados. O mercado de ações está totalmente desconectado da economia real. As taxas de juro dos títulos soberanos tornaram-se irracionais, diz Stockman. Eles apenas se sustentam pela única promessa de Draghi de que o BCE (Banco Central Europeu) iria comprar maciçamente. Mas todos os países europeus são apanhados na armadilha da dívida, os riscos são enormes. Acrescente a isso a possibilidade de que o euro não vai sobreviver. Em breve, os bancos centrais poderiam falhar, e o mercado então vai passar por uma correção severa para refletir os riscos reais induzidos por todas essas dívidas, e as perspectivas pouco animadoras da economia global.

3. A deflação mundial e os preços mundiais das commodities

Os investimentos estão agora suspensos, o que é susceptível de causar uma enorme deflação nas commodities e nos preços dos produtos industriais. O minério de ferro não vale mais do que US $ 60, ao passo que ele tinha atingido um preço de US $ 200 no seu apogeu. O Baltic Dry Index, o índice que descreve a vitalidade do transporte marítimo, está no seu ponto mais baixo desde a queda do Lehman Brothers, primeiramente em razão de uma queda na demanda, mas também por causa da sobrecapacidade proveniente da construção excessiva de graneleiros durante o período em que os bancos centrais inundaram o mundo com dinheiro barato. Nunca na história houve tal abundância de investimentos, e tal sobrecapacidade na mineração de minério de ferro, os graneleiros, as siderúrgicas, as fábricas de alumínio, e assim por diante...

4. Uma demanda fraca em razão do montante das dívidas

Segundo McKinsey, a dívida mundial está agora em 200.000 bilhões de dólares, comparado com 140.000 milhões de dólares no início da crise. Desde 2008, a dívida total mundial aumentou em 60.000 bilhões de dólares. Mas, durante o mesmo período, o PIB mundial cresceu apenas 15.000 bilhões de dólares, e ele atinge apenas 70.000 bilhões. Em outras palavras, cerca de 60.000 bilhões de dólares de dívida foram gerados graças à impressão de dinheiro dos bancos centrais, enquanto que apenas 15.000 bilhões de dólares de PIB adicionais foram criados. Muita dívida recém-criada, para um rendimento tão baixo ...

No final, Stockman cita o exemplo da China que ele chama de "surpreendente". Em 2000, a dívida do país era de 2.000 bilhões de dólares. Hoje, chegou a 28.000 bilhões de dólares. Em 14 anos, a dívida da China foi multiplicada por ... 14. Em nenhuma parte na história encontramos um exemplo tão impressionante, e é pouco provável que uma economia amplamente guiada por um sistema estatal rígido pudesse gerar 26.000 bilhões de dólares de dívida adicional, sem que isso fosse acompanhado de ineficiências maciças e de múltiplos erros no sistema.

Na época da crise de 2008, a China se vangloriava de um PIB de 5.000 bilhões de dólares. Desde então, isso dobrou, ao passo que a dívida aumentou de 7.000 bilhões de dólares para 28.000 bilhões dólares. O PIB então aumentou apenas em 5.000 bilhões de dólares, enquanto que a dívida, ela, teve um aumento de mais de 20.000 bilhões dólares.

 “Estas são deformações extremas insustentáveis, se pudermos empregar esta palavra, que faz gritar “Perigo se aproximando!”. O caos chegou. E o seu resultado não vai ser muito agradável”, conclui Stockman.

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Tradução e postagem: Portal dos Anjos e das Estrelas de Luz

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