1

ÓLEO DE CANOLA É UMA FRAUDE & O Mundo Segundo A Monsanto (Dublado Portugues Brasil) & O lado mais sujo da Monsanto

Clique aqui para comentar esta publicação


Esse assunto é gravíssimo! Fora as diversas organizações populares do campo como o MST, FARC, entre outras, essa segunda revolução, a da biotecnologia é a mais grave! O veneno está na mesa, literalmente! Epidemias de câncer e doenças variadas!!! Vamos acordar!!!!

O Mundo Segundo A Monsanto (Dublado Portugues Brasil)

Publicado em 30/06/2012
Este vídeo tem intuito informativo e educacional e não infringe direitos autorais.

O Mundo segundo a Monsanto

Marie-Monique Robin

Excelente documentário produzido pela autora do livro "O mundo segundo a Monsanto". Mostra como essa multinacional está patenteando sementes transgênicas e introduzindo-as em países emergentes como o Brasil. Presente em 46 países, a Monsanto se tornou líder mundial em sementes e plantações transgênicas e também uma das empresas mais controvertidas na história industrial. Desde sua fundação em 1901, a empresa foi processada judicialmente inúmeras vezes devido à toxidade de seus produtos. Hoje se reinventou como a empresa das "ciências da vida" que se converteu às virtudes do desenvolvimento sustentável.

Usando de documentos até agora não publicados e os testemunhos de vítimas, cientistas e políticos, "O Mundo Segundo a Monsanto" reconstitui a gênese de um império industrial construído sobre mentiras, cumplicidade do governo americano, pressões e tentativa de corrupção. A empresa se tornou principal fabricante de sementes do mundo, espalhando seus cultivos transgênicos para todo o planeta -- em meio à falta de controle em relação a seus efeitos para com o meio ambiente e a saúde humana.

Uma empresa que quer o seu bem seguindo as regras do codex alimentarius até quando vamos engolir isso.



****
A Monsanto chegou oficialmente ao Brasil em 1963 e sua sede no país localiza-se em São Paulo, mesmo estado onde foi instalada a primeira fábrica, na cidade de São José dos Campos (SP), em 1976. No Brasil, dedica-se a produzir herbicidas e sementes de milho, soja, algodão e hortaliças, e variedades de cana-de-açúcar, produtos que ajudam os agricultores a produzir mais, com menos recursos naturais.
ÓLEO DE CANOLA É UMA FRAUDE - 


canola3


Como tenho sempre falado sobre a alimentação-lixo que temos consumido, não posso deixar de reiterar sobre um alimento que é vendido como opção saudável de óleo, e mais uma vez somos feitos de idiotas e cobaias, e caímos nas armadilhas da indústria alimentícia. Esse engodo é o óleo de Canola.


Voltando um pouco ao passado, você deve lembrar que, a margarina foi apresentada como alternativa mais saudável para a manteiga, e vista por muitos 100% vegetarianos (ou veganos, como preferir) como a “salvação da lavoura”. Não demorou muito, após algumas pesquisas, se comprovar que a margarina era tão saudável quanto plástico derretido. E afirmo que, ainda hoje, muitos desconhecem fatos como esse. Imagine sobre o óleo de canola.


O interessante é que, o óleo de canola, além de ser vendido em frascos como alternativa ao óleo de soja, também está sendo usado largamente em alimentos processados, como congelados prontos, em pratos de restaurantes, inclusive vegetarianos, e até sendo vendido, em lojas de produtos naturais e orgânicos, como um “óleo cheio de propriedades benéficas”. E se não bastasse, médicos, nutricionistas e “especialistas” atestam suas benesses, e indicam sem medo. Não, não e não!





Canola é um novo nome de Colza, um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas últimas grandes Guerras Mundiais.


Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?


Veja só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.


Para começar, canola sequer é um vegetal, mas uma sigla para “CANADIAN OIL”. Esse óleo é produzido, processado e exportado pelo Canadá. Através de lobby, o governo canadense fez com que o FDA (órgão americano que controla medicamentos e alimentos) classificasse a canola como “GRAS”, termo em inglês para “Considerado seguro em geral”. Essa manobra fez com que os testes de qualidade de longo termo não fossem realizados, contribuindo para que a farsa persista até os dias de hoje. E só a partir dos anos 2000, as pesquisas em Universidades fizeram cair por terra à farsa da “planta canola”.


Mas se a canola não é um vegetal, de onde ela vem? Vem da colza, um grão, cujo governo canadense subsidia a maior parte dos custos de plantio e colheita. É um vegetal barato, fácil de crescer e resistente a insetos. Dessa forma, o óleo de canola é mais barato e mais fácil de ser usado em alimentos processados, se comparado a óleos mais saudáveis e prensados a frio, como o azeite de oliva.


Seu nome original é óleo “Lear”, ou óleo de colza com baixo ácido erúcico, um híbrido da colza natural, desenvolvido para remover a maior parte do ácido erúcico, que é altamente tóxico. Óleo de colza é tão tóxico, que animais e insetos não o ingerem.


Detalhe, tal óleo foi utilizado pela primeira vez já no século XX como óleo industrial. Para evitar rejeição e conflitos ao ser utilizado como óleo para consumo humano, o nome do óleo deveria ser modificado, e é daí que vem o termo “Canola”, utilizado desde 1988.

imagem



Agrotóxico “Roundup”




Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris. Portanto, como já foi escrito acima, a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma perversa nas últimas Guerras Mundiais. Repito para que você não esqueça a sua origem!

O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: eficiente repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Ou seja, é um potente agrotóxico (veja a imagem da embalagem ao lado). Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo.

O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura insaturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.


Mas tem mais. Como é lógico presumir, a Monsanto (multinacional de agricultura e biotecnologia, líder na produção de sementes geneticamente modificadas – os Transgênicos, da soja DNA transgênico “Roundup ready” e do herbicida glifosato, vendido sob a marca “Roundup”, ver imagem ao lado) também está envolvida, e fez modificações genéticas na colza, para que se tornasse resistente às altas dosagens do agrotóxico Roundup (usado virtualmente em todas as culturas graneleiras, em todo o mundo).

Além da questão do Roundup, o óleo ainda é aquecido a mais de 300 ºC, como forma de retirar o terrível odor que possui. É válido lembrar, que óleos processados passam por outros processos como a degumação, acidulação, clarificação, extração química a base de solventes; todas técnicas que viabilizam uma produção industrial, de algo que faz mal a nossa saúde.

No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.

Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto (como foi explicitado acima) e produz uma variação transgênica da colza.

Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA ( “Canadian low oil”, ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.

Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos que estão no mercado, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.

Mesmo assim, vou explicar técnica e nutricionalmente, a diferença entre o óleo de canola e de oliva extra virgem.

O óleo de canola é monoinsaturado, o que significa que nesse aspecto, é semelhante ao azeite de oliva e mais barato; e é justamente nesse ponto que há a ênfase de marketing. Mas as semelhanças param por aí, já que o azeite de oliva extra virgem real não é processado, nem contém ácidos graxos transgênicos e tóxicos, ou outros componentes geneticamente modificados. Em termos de óleos para consumo humano, o óleo de canola contém os índices mais baixos de ácidos graxos essenciais, e são justamente tais ácidos que oferecem os maiores benefícios para a saúde. Não se esqueça que, os ácidos graxos essenciais são responsáveis por produção de energia, aumento de metabolismo, aumento de crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular, funções nervosas e regulação hormonal, e principalmente, auxiliam na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL.

Depois de muitos anos foi vinculada na imprensa, uma série de estudos não divulgados anteriormente, demonstrando a nocividade do óleo de canola.

Um exemplo foi o estudo feito a partir de criadores de porcos, que achando que a ração à base de óleo de canola na fórmula, fosse a mais adequada para sua criação, passaram a só alimentá-los com este tipo de ração. Após alguns meses, muitos criadores se surpreenderam negativamente, já que esta ração acarretou uma perigosa redução de vitamina E, e as plaquetas sanguíneas dos suínos se tornaram mais rígidas, impedindo o fluxo sanguíneo. Muitos ficaram severamente doentes.

O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Produz déficit de vitamina E, que é um antioxidante natural. Observem que, os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.

As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano (e também de animais, como o caso dos porcos acima), e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).

Se observar bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema de muita das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer, e outras degenerativas.

Outros testes descobriram vários desequilíbrios entre os micronutrientes naturais. Esses desequilíbrios são parte do que a tecnologia faz para criar alimentos-venenos e minar a saúde humana em longo prazo.

A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia, de que tudo podem, desde que o custo seja baixo, e o retorno financeiro seja elevado e garantido, e sem jamais se preocuparem com as conseqüências.

Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?

Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?

Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a “Monsanto” e a “Aventis”, e também contra o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano, antes da aprovação legal desta importação para produção local.

Aqui no Brasil e nos Estados Unidos tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense, para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.

Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. E tudo muito escamoteado ou até protegido por órgãos governamentais, que a priori, deveriam funcionar para servir e proteger o consumidor.

Mas o pior, é que não podemos contar com os meios de informações, que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!

Então, não se deixe enganar pela pesada propaganda que acompanha o óleo de canola , nem seu rótulo que apregoa benefícios para o coração com selos de orgãos “competentes”, que nem sabem do que se trata; ou será que sabem?

É bom esclarecer que não é só a Monsanto que produz alimentos transgênicos, existem outras empresas de biotecnologia de alimentos como a Basf, e inclusive, a nossa Embrapa, já criou alimentos geneticamente modificados e faz melhoramentos genéticos constantes. A própria planta “Colza”, de que é retirado o óleo de Canola, é fruto de melhoramentos da Embrapa para a produção nacional.

“No Brasil, desde de 2007, se cultiva apenas canola de primavera, da espécie Brassica napus L. variação “oleifera”, que foi desenvolvida por melhoramento genético convencional da colza (variação transgênica produzida pela Multinacioal de Alimentos Monsanto), grão que apresentava teores mais elevados de ácido erúcico e de glucosinolatos. Na Embrapa Trigo as pesquisas e experiências com a produção e uso de óleo de colza já passou pelo combustível, no final dos anos 1990 retomou-se a pesquisa com essas culturas, exclusivamente com o padrão canola. Atualmente, com a demanda pelos biocombustíveis, essa cultura conta com um novo incentivo de produção. Este “Sistema de Produção” é mais um resultado do esforço que a equipe de pesquisadores da Embrapa Trigo vem realizando em favor do desenvolvimento da cultura de canola no país.” (Informação fornecida Gilberto R. Cunha ex-Chefe-Geral da Embrapa Trigo)

Portanto, “Colza” é uma planta transgênica, produzida pela multinacional Monsanto, e por isso o título do texto “ A planta que Deus não criou”. Muitos países, ainda pagam royalties à Monsanto pela comercialização de seus derivados, como o óleo do Canola.

Os alimentos geneticamente modificados não têm mais de 30 anos de exploração efetiva, como então, atestar que não causem doenças, malefícios ou desordens orgânicas?

O que já foi comprovado e podemos afirmar in loco é o dano ao meio ambiente. Pequenos insetos, muito importantes para o ecossistema, inclusive abelhas, desaparecem durante e após as lavouras de sementes geneticamente modificadas. E o que dizer da perda da biodiversidade de grãos, sementes e frutos, ao se priorizar a monocultura do arroz, da soja, do milho transgênico, etc.

E a questão sócio-econômica? As grandes empresas de biotecnologia como a Monsanto, Basf, etc., cobram royalties que muitos países pobres não podem pagar, e acabam se endividando e se tornando co-dependentes destas multinacionais. Os pequenos agricultores ficam à mercê do preço estipulado dos grãos e sementes de poucas empresas de transgênicos, e não tem outra opção de compra. É o oligopólio em franca expansão! E ainda, a competição desleal com pequenos grupos de agricultores familiares, que são facilmente “engolidos” pelos preços competitivos das multinacionais de transgênicos. Estas famílias de pequenos agricultores são de suma importância para evitar o inchaço das cidades, pois fixam o homem no campo, e ajudam na conservação ambiental, já que seu “ganha pão” depende de sua terra, e farão o possível para o cultivo sustentável e preservação.


Repassem para seus amigos, e continuem com seus bons e velhos óleos de milho (sem transgenia), girassol, gergelim, soja (também sem transgenia, obviamente), etc.; ou ainda melhor, com o azeite extra virgem de oliva com até 0,5% de acidez (sem levá-lo a altas temperaturas, é claro!).



JAQUELINE LOUIZE
Nutrição / educação física
O que é alimento transgênico? Você sabe?!
Enviado em 12/09/2011
Como é produzido alimento transgênico é uma questão que poucos sabem mas deveriam se preocupar pois o Brasil é o segundo maior produtor desse tipo de alimento que foi liberado sem os devidos testes científicos para saber se tem alguma reação adversa ao ser humano.
A Europa proíbe a entrada de alimentos transgênicos atualmente. Por que será hein?!



***
Muita gente não sabe, mas os alimentos transgênicos fazem parte do nosso dia a dia. A tecnologia já existe há quase duas décadas no país e mesmo assim, ainda gera polêmica entre os consumidores.

***

Dr. Lair Ribeiro - Um equívoco chamado óleo de canola



****

Monsanto traz mais investimento ao Brasil

O grupo americano vai investir US$ 1,53 bilhão em pesquisa e tecnologia em todo o mundo

Agronegócio | 18/03/2013

Share

Alexandre Battibugli/EXAME.com
Laboratório da Embrapa
O Brasil é hoje o segundo maior mercado para a Monsanto no mundo, após os Estados Unidos
São Paulo - A Monsanto do Brasil está ampliando investimentos no Brasil. Em 2013, o grupo americano vai investir US$ 1,53 bilhão em pesquisa e tecnologia em todo o mundo. Boa parte desses recursos vem para o Brasil, segundo o Eduardo Bezerra, diretor de Finanças e Estratégia da Monsanto do Brasil.
O País é hoje o segundo maior mercado para a Monsanto no mundo, após os Estados Unidos. Dedicada ao desenvolvimento de herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas, a Monsanto faturou R$ 3,4 bilhões no Brasil em 2012, alta de 21,4% sobre 2011.
Nos últimos dez anos, a filial brasileira recebeu investimentos de mais de US$ 1 bilhão e apresenta o maior potencial de crescimento no setor agrícola, comparado aos demais países onde a companhia está presente. “
O fluxo de investimentos da Monsanto no Brasil tem sido constante e crescente nos últimos anos”, diz Bezerra.
Esses investimentos são resultado da combinação de vários fatores, como um mercado agrícola em forte expansão, uma demanda global por alimentos cada vez mais forte e o uso de novas tecnologias pelos produtores rurais.
Além disso, o executivo diz que o Brasil tem condições agronômicas favoráveis, com até duas safras no ano, e um sistema regulatório que permite investimentos em pesquisa e tecnologia e respeito pela propriedade intelectual.
Na semana passada, a companhia inaugurou, em Petrolina (PE), sua 36ª unidade no País. Trata-se de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de milho, soja, algodão, sorgo e cana-de-açúcar voltados para o mercado brasileiro. O investimento na unidade ficou em US$ 20 milhões.
******
10 de outubro de 2011

Transgênicos
Governo Dilma abre o caminho para a Monsanto dominar a agricultura no País
Graças à política entreguista do governo do PT-PMDB, multinacionais imperialistas ganham rios de dinheiro e colocam Brasil no topo da lista dos países produtores de transgênicos

O Brasil já é o segundo maior produtor de transgênicos no mundo, ficando atrás apenas dos EUA, desde a safra 2009/2010, quando o país plantou 21,4 milhões de hectares, o que representou um crescimento de 35,4% ante a safra 2007/2008, ficando 100 mil hectares à frente da Argentina. Os EUA foram os maiores produtores de transgênicos com 64 milhões de hectares, onde produzem 91% da soja, 85% do milho, 88% do algodão, 85% da canola e até beterraba que foi introduzida em 2008 para produzir açúcar.
A produção no Brasil deve crescer ainda mais, devido à intensificação das campanhas das multinacionais imperialistas nesse sentindo. A Monsanto, por exemplo, tem repassado verbas para a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), através do Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto, por um montante acima de R$ 25 milhões, que resultaram no desenvolvimento do feijão transgênico pela própria Embrapa, e que foi aprovado em 15 de setembro desse ano pela CNTBIo (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), junto com o milho transgênico da Monsanto. Esses recursos financeiros tem como origem os royalties repassados pela Monsanto à Embrapa, sobre a comercialização da variedade da soja da Embrapa com a tecnologia Roundup Ready, de propriedade da Monsanto, na safra 2009/2010. Pesquisas similares estão sendo feitas, na cultura de arroz e cana de açúcar.
Os transgênicos garantem altos lucros às multinacionais imperialistas
A liberação da soja transgênica, em 2003 no Brasil, foi feita sem nenhum estudo; prevaleceram a pressão e os lobbies das multinacionais imperialistas. A liberação para a produção e importação dos transgênicos aconteceu em cima dos estudos e documentos que a própria Monsanto apresentou em relação à soja Resistente ao Roundup (RR). Estes estudos foram extremamente superficiais e careciam de qualquer rigor científico. Não foram analisados os efeitos da modificação genética na planta, e os danos ao meio ambiente e aos seres humanos.
A soja RR foi modificada para adquirir resistência ao agrotóxico glifosato, que na época era comercializado e patenteado pela Monsanto com o nome de Roundup. Quando a patente expirou, outras multinacionais do ramo passaram a vender o produto. O Roundup, ou outra formulação de glifosato, mataria a soja convencional, mas com a modificação genética, esse veneno pode ser usado na lavoura, eliminando apenas as ervas daninhas sem afetar a plantação.
Junto com essa “tecnologia”, surgiu um grande problema para os agricultores e mais uma enorme fonte de ganho para as multinacionais, que foi a contaminação de plantações feitas com sementes crioulas com a tecnologia patenteada da Monsanto, que gera os pagamentos de royalties por propriedade intelectual.
A contaminação de plantações inteiras por transgênicos pode se dar por polinização ou vias mecânicas. A troca de pólen entre plantas diferentes pode ocorrer em pequenas distâncias, como no caso da soja, através do cruzamento. Mesmo que um agricultor não tenha plantado soja transgênica, a sua lavoura pode ser contaminada com a polinização, o que é um processo natural. Caso isso ocorra, ele é obrigado a pagar royalties em cima da produção. A via mecânica acontece quando um agricultor toma emprestado ou aluga um maquinário para usar em seu plantio, prática muito comum entre pequenos e médios agricultores, devido à falta de recursos para investir em equipamentos e tecnologias, e ele, estando contaminado por transgênicos, acaba contaminando a sua lavoura de soja convencional. A Monsanto tem um departamento especializado em investigar as lavouras e detectar possíveis contaminações com o objetivo de obrigar o pagamento dos royalties.
A proteção de uma lavoura de tal contaminação envolve altos custos, pois implica em maiores cuidados com a limpeza de maquinários, o processo de separação de produção de transgênicos e convencional, a rotulagem e o rastreamento da sua lavoura. A lei prioriza a proteção dos direitos de “propriedade intelectual” das multinacionais imperialistas.
Muitos agricultores têm sido vítimas das fraudulentas leis de patentes detidas pelas multinacionais imperialistas, pois a contaminação por polinização cruzada é praticamente inevitável.
A patente genética garante durante 20 anos o direito das multinacionais cobrarem o quanto desejarem por suas sementes.
Os royalties cobrados pela presença dos genes patenteados é arbitrado pela multinacional dona da tecnologia. O valor cobrado no Brasil tem variado nos últimos anos. Em 2004, o valor era de R$ 0,60 por saca de 60 kg, e no caso da lavoura ser contaminada por soja transgênica, o agricultor era obrigado a pagar R$ 1,50 por saca, além dos custos dos testes. Em 2005, o valor passou para R$ 1,20 por saca, mas, devido à grave seca que gerou quebra de produtividade, foi cobrado 1% do valor da saca de soja. Essa regra de cobrança vem mudando com o passar dos anos, como é o caso da safra 2009/2010, onde o agricultor paga royalties duas vezes, uma quando compra a semente geneticamente modificada e outra na produção. Caso a produção for de até 49,3 sacas por hectare, ele paga R$ 18,00 por hectare, e se produzir mais, paga R$ 21,89. Este ano, só com o pagamento de royalties, a Monsanto lucrou algo em torno de R$ 1 bilhão, e já anunciou que irá aumenta-los na safra 2011/2012.
A aprovação dos transgênicos no Brasil, praticamente sem testes, e o seu acelerado avanço no país aumenta a dependência das multinacionais imperialistas. Os governos do PT, dando continuidade, e ainda aprofundando, as políticas neoliberais dos governos FHC, promoveram a produção devastadora de commodities que são destinadas à especulação financeira nos mercados futuros e à geração de recursos para o pagamento da dívida pública.

Extraído de: http://www.pco.org.br/ecologia/governo-dilma-abre-o-caminho-para-a-monsanto-dominar-a-agricultura-no-pais/ezbi,s.html

A polêmica do óleo de canola

Com certeza você já ouviu falar que o óleo de canola é o melhor que tem, né? Afinal de contas, no rótulo aparece até escrito “aprovado pela associação de cardiologistas”. Além disso, ele é o óleo vegetal mais caro e tudo que é mais caro é melhor, certo? Sem contar os inúmeros profissionais, inclusive da área de saúde, amigos e vizinhos que não se cansam de falar suas vantagens: “Não aumenta o colesterol, tem muito ômega 3 etc etc etc”. Mas será mesmo que o óleo de canola é tão bom assim?
Para começar a responder essa dúvida, vou fazer outras perguntas e você vai respondendo comigo, por favor.
- O óleo de soja é feito de que? – De soja.
- O óleo de milho é feito de que? – De milho.
- O óleo de girassol é feito de que? – Das sementes do girassol.
- E o óleo de canola é feito de que? - ? ? ?
Se você se perguntou se “existe canola”, você está no caminho certo. E a resposta é: não, não existe. Canola não é uma planta, é uma sigla que vem de Canadian Oil Low Acid, é um nome comercial. É uma invenção canadense que vem de uma planta geneticamente modificada chamada colza. A colza é essa plantinha amarela aí embaixo e ela é resultado do cruzamento de várias subespécies de plantas da mesma família (pertence à família da mostarda). Dessa forma, o óleo de canola é produzido através da hibridação da colza.

De onde surgiu o óleo de canola? Porque faz tão mal?

Na tentativa de buscar óleos saudáveis, o Canadá começou a investir nos óleos monoinsaturados (como o óleo de oliva, ou seja, o azeite), afinal os estudos mostravam que eles eram mais saudáveis que os óleos poli-insaturados (como o óleo de soja e de milho). Como o azeite é muito caro e não haveria azeite suficiente para abastecer o mundo todo, tentaram criar um novo óleo. Foi aí que perceberam que o óleo de colza era um óleo monoinsaturado e que já tinha sido usado em várias partes do mundo.
Mas o grande problema é que quase dois terços desses óleos monoinsaturados presentes na colza é o ácido erúcico, um ácido extremamente tóxico e com grande associação a problemas no coração (lesões fibróticas).
O que ninguém dizia também é que o óleo de colza não é um óleo comestível, ele é um óleo industrial! Sabe onde é usado? Na produção de velas, sabonetes, tintas e até lubrificantes e biocombustível. Mas aí o que a indústria e o governo canadense fizeram? Fizeram essa colza geneticamente modificada, deram o nome de canola que, até então, teria poucas quantidades de ácido erúcico e então o problema estava resolvido. O marketing entra em massa, troca o nome do óleo de colza (conhecido como industrial) por óleo de canola e os médicos e nutricionistas nos convencem a usá-lo... erro atrás de erro!!! O óleo de canola tem menos ácido erúcico que o óleo de colza sim, mas essa pouca quantidade já é suficientemente tóxica e, pra piorar novamente, o efeito é cumulativo (os sintomas podem demorar 10 anos para aparecerem). Já existem trabalhos relacionando o óleo de canola com inúmeras enfermidades: problemas no câncer, câncer de pulmão, atraso no crescimento.
Inclusive é por isso que o FDA proíbe o uso do óleo de canola em fórmulas infantis como NAN!

 E os alimentos que contem óleo de canola como ingrediente?

Essa é outra coisa que devemos ficar atentos. Não adianta só deixar de usar o óleo de canola. Se você estiver ingerindo algum alimento que o contém na sua composição, o problema é o mesmo. Vamos entender o motivo.
Grande parte do óleo de canola utilizado nos alimentos processados foi endurecida através do processo de hidrogenação, o que introduz altos níveis de ácidos graxos trans. Esses altos níveis de ácidos graxos trans significam maior tempo de validade dos alimentos, textura mais crocantes (principalmente em biscoitos) e, claro, maior riscos de doenças crônicas. Portanto, fique de olho nos rótulos!

Mas e ômega 3?

É verdade que dentre esses óleos vegetais mais conhecidos, o óleo de canola é um dos que tem maior quantidade. No entanto, grande parte desse ômega 3 é transformado em gordura trans durante o processo de desodorização.
(Curiosidade: sabia que a gordura trans, reconhecida como um dos agentes “nutricionais” mais nocivos, já é proibida na Califórnia – EUA) ?
Esse processe de desodorização é isso mesmo que você entendeu: tirar o odor, no caso, o mau cheiro. Devido ao elevado teor de ômega 3, o óleo de canola poderia ficar mais rançoso e mais mau cheiro facilmente quando exposto a alta temperatura e oxigênio mais – para que isso não aconteça é feita essa desodorização. Do que podemos concluir que, então, ao desodorizar, retira-se muito ômega 3.
E nem todos os fabricantes fazem esse processo de desodorização como deveria. Vocês que já utilizaram óleo de canola perceberam que ele deixa um cheiro rançoso na roupa? Pois é!

Chega de desvantagens, né?

Pior que não. Ainda tem mais... e essa costuma ser a que mais assusta as pessoas.
Já ouviu falar de um gás tóxico e mortal utilizado durante a 1ª Guerra Mundial? O gás mostarda? Adivinha do que ele é feito?! Sim, da colza! Sim, a mesma planta que produziu um gás mortal produz o óleo de canola que está na mesa, apesar de a indústria canadense afirmar que a hibridização eliminaria esse problema. No entanto, olhe a descrição do gás mostarda: é uma substância incolor, líquida, oleosa, muito pouco solúvel em água; quando impuro apresenta coloração amarela – é considerado classe 1, ou seja, não há outro “uso” exceto em guerra química.

Ah, mas o óleo de canola faz bem pro coração!

Mentira! O óleo de canola pode até aumentar o colesterol e causar problemas cardíacos. Isso acontece porque um dos principais contribuintes para esses distúrbios são os processos inflamatórios que se instalam nas artérias e demandam que o corpo direcione suas moléculas de colesterol (as que o nosso próprio corpo produz), que são utilizados na tentativa de amenizar essa inflamação. Se continuamos com os causadores dessa inflamação (má alimentação, estilo de vida ruim etc), o corpo continua enviando colesterol para tentar minimizar os efeitos da inflamação e vai se acumulando gradativamente até entupir os vasos.

Chega, né!

Acredita que tem mais? O óleo de canola também produz déficit da vitamina E, uma substância antioxidante. E, além disso tudo, ele é altamente inflamatório. Ou seja, se é uma bomba para todo mundo, imagina para nós que já temos uma doença inflamatória.
Alguns estudos já estão mostrando os possíveis efeitos do consumo do óleo de canola. Um possível efeito a longo prazo é a destruição da bainha de mielina, o revestimento de proteção no cérebro, em torno dos nervos. Outros possíveis efeitos são:
  • Tremores e agitação
  • Falta de coordenação ao caminhar ou escrever
  • Fala arrastada
  • Deterioração dos processos de memória e pensamento
  • Redução ou difusão da audição
  • Dificuldade para urinar ou incontinência urinária
  • Problemas respiratórios ∕ falta de ar
  • Crise nervosa
  • Dormência e formigamento nas extremidades (mãos e pés)
  • Problemas no coração ∕ arritmia cardíaca
  • Deficiência de vitamina E
  • Enfraquecimento do sistema imunológico.
Nos EUA já existem ações contra empresas que fabricam o óleo de canola de pessoas terem sido intoxicadas e até mortas após o consumo. A ação nos EUA contra a empresa Monsanto (empresa que fabrica o óleo de colza e o óleo de canola) pode ser encontrada aqui www.centerforfoodsafety.org ou aqui www.gefa.org.
Sobre relatos de médicos americanos estudiosos e indignados sobre a verdade da canola, clique aqui www.tetrahedron.org (The truth about canola oil).
Por fim, esse site www.shirleys-wellness-cafe.com/canola.htm também possui grandes informações sobre os males do óleo de canola.
Portanto, tiramos 2 lições importantíssimas:
1)    Não acreditar em tudo que o marketing e a mídia nos impõe. Infelizmente, a realidade é que grande parte das empresas alimentícias estão preocupadas mais com o dinheiro que com a nossa saúde. Sejamos críticos e antes de acreditar em tudo que nos falam, vamos pesquisar!
2)    Se você comprou óleo de canola, jogue fora (mas vamos lembrar da sustentabilidade e fazer o descarte correto)!! Se não comprou, continue assim.

****

O lado mais sujo da Monsanto

08 janeiro, 2014

O lado mais sujo da Monsanto

 

O grupo americano Monsanto é um gigante no agronegócio. Para seus opositores, a Monsanto é um inimigo assustador(...)

O grupo americano Monsanto[1] é um gigante no agronegócio – e é o número um na área da controvertida tecnologia genética “verde”. Para seus opositores, a Monsanto é um inimigo assustador. E continuam acontecendo coisas intrigantes que fazem o inimigo parecer ainda mais aterrorizante.

No mês passado (07/2013), a organização europeia protetora do meio ambiente “Amigos da Terra” e a Federação para meio Ambiente e Proteção à Natureza Deutschland (BUND) quiseram apresentar um estudo sobre os efeitos do herbicida glifosato no corpo humano. Os herbicidas que contêm glifosato são carros-chefes da Monsanto. A empresa fatura mais de dois bilhões de dólares somente com o agente Roundup. Os “herbicidas Roundup”, assim sustenta a Monsanto, “têm uma longa história de uso seguro em mais de 100 países”.

Quando os vírus atacaram seus computadores, os ativistas se indagaram: será que estamos vendo fantasmas?

Entretanto existem também pesquisas alegando que o agente possivelmente cause prejuízos a plantas e animais; e o estudo mais recente demonstra que muitos moradores de grandes cidades vivem com o veneno no próprio corpo, sem terem conhecimento disso. Como tantas outra coisas relacionadas a esse assunto, é discutível o que exatamente o pesticida é capaz de provocar no organismo humano.

Dois dias antes da publicação do estudo em dezoito países, um vírus paralisou o computador do principal organizador, Adrian Bepp. Houve ameaça de cancelamento das entrevistas coletivas em Viena, Bruxelas e Berlin. “Surgiu pânico”, lembra Heike Moldenhauer da BUND. Os ativistas do meio ambiente viram-se correndo contra o tempo.

Moldenhauer e seus colegas tinham feito diversas especulações sobre os motivos e a identidade do misterioso agressor. A especialista em tecnologia genética do BUND acredita que o principal objetivo do desconhecido fornecedor do vírus tenha sido “gerar confusão”. Não há nada pior para uma pesquisa do que cancelar uma coletiva da imprensa. “E nós ficamos nos perguntando se estávamos vendo fantasmas”, diz Moldenhauer.

Não há nenhum indício de que Monsanto tenha sido o fantasma, ou que tenha algo a ver com o vírus. O grupo sustenta que não faria algo assim. Preza “agir com responsabilidade”: “hoje em dia é muito fácil fazer uma afirmação e de difundi-la”, diz a Monsanto. Dessa forma, prossegue “periodicamente são feitas afirmações duvidosas e populistas que denigrem nosso trabalho e nossos produtos, carecendo de qualquer abordagem científica.”

Os críticos do grupo têm outra visão. Ela tem a ver com a espessa trama tecida ao redor do mundo pela Monsanto, cujos entroncamentos estão localizados nos serviços secretos norte-americanos, nas suas forças armadas, em empresas de segurança privadas e, é claro, também junto ao governo dos EUA.

Um número expressivo de críticos da Monsanto relata ataques cibernéticos regulares, praticados com gabarito profissional. Também os serviços secretos e o serviço militar gostam de contratar hackers e programadores. Estes são especialistas em desenvolver cavalos de troia e vírus para penetrar em redes de computadores alheios. O ex-agente da CIA Edward Snowden chamou atenção ao nexo entre as ações dos serviços de notícias e as movimentações da economia. No entanto, esta ligação perdeu força diante das demais denúncias.

Alguns dos poderosos defensores da Monsanto entendem bastante do assunto da guerra cibernética. “Imagine a internet como uma arma que está sobre a mesa. Ou você a pega, ou seu concorrente irá fazê-lo, mas alguém será morto”, foi o que disse Jay Byrne em 2001, quando era chefe de relações públicas na Monsanto.

É comum empresas lutarem com métodos escusos em função daquilo que consideram como seu direito, como sendo o certo. Porém, os termos “amigo ou inimigo”, “ele ou eu” já denotam linguagem de guerra. E numa guerra é preciso ter aliados – por exemplo, aqueles instalados no serviço secreto.

São conhecidos os contatos da Monsanto com o notório ex-agente secreto Joseph Cofer Black, que colaborou na formulação da “lei da selva”, na “campanha anti-terror” de George W. Bush. Ele é especialista para trabalho sujo, da linha dura. Trabalhou para a CIA durante quase trinta anos, sendo inclusive o chefe “antiterrorista”. Mais tarde seria o vice-presidente da empresa de segurança particular Blackwater, que mandou milhares de mercenários para o Iraque e o Afeganistão.

Pesquisas mostram como são estreitos os laços da direção da empresa com o governo central em Washington e com representações diplomáticas dos EUA no mundo inteiro. A Monsanto tem auxiliares eficazes em diversos lugares. Antigos colabores da corporação ocupam altos postos nos EUA, em departamentos governamentais e ministérios, em federações da indústria e universidades. Por vezes, são relações quase simbióticas. De acordo com informações da organização anti-lobby Open Secrets, no ano passado 16 lobistas da Monsanto ocuparam cargos de alto nível no governo norte-americano e em agências reguladoras.

Para a empresa, trata-se de ocupar novos mercados e em vender alimentos a uma população mundial que cresce em ritmo alucinante. A engenharia genética e as patentes relacionadas com plantas desempenham um papel importante nesse contexto. Nos Estados Unidos, o milho e soja geneticamente modificados representam 90% dos cultivos — e este percentual cresce de modo constante também no resto do mundo.

Apenas no mercado europeu, nada acontece. Diversos países da União Europeia (UE) têm muitas restrições com relação ao futuro da Monsanto, o que visivelmente desagrada ao governo dos EUA. No ano de 2009, Ilse Aigner, Ministra da Alimentação, Agricultura e Proteção ao Consumidor da Alemanha, filiada ao Partido da União Social-Cristã, havia banido o tipo de milho MON810 também dos campos alemães.

Ao viajar logo depois para os Estados Unidos, foi interpelada pelo colega americano Tom Vilsack, com respeito à Monsanto. O político, do Partido Democrata, havia sido governador no estado federal Iowa, de característica rural, e logo tornou-se adepto dos transgênicos. Em 2001, foi eleito pela bioindústria como “governador do ano”.

Infelizmente, não há registro da conversa entre Vilsack e Aigner. Dizem que foi controvertida. Um representante do governo federal alemão descreve o tom do diálogo da seguinte forma: houve “esforços maciços de forçar uma mudança de rumo dos alemães com respeito à política genética”. A fonte da informação não quis se pronunciar sobre o tipo dos “esforços maciços”, nem sobre a tentativa de “forçar” alguma coisa. Isto não se faz entre amigos ou parceiros.

Graças a Snowden e ao Wikileaks, o mundo pode imaginar o que acontece entre amigos e parceiros, quando o poder e o dinheiro estão em jogo. Dois anos atrás, o Wikileaks publicou despachos diplomáticos, que incluíam detalhes sobre a Monsanto e a engenharia genética.

Em 2007, por exemplo, o então embaixador norte-americano em Paris, Craig Stapleton, sugeriu ao governo dos EUA que elaborasse uma lista suja dos países da União Europeia que estivessem dispostos a proibir o plantio de sementes geneticamente modificadas por empresas norte-americanas. O teor da mensagem secreta: “A equipe parisiense sugere propor uma lista de medidas de retaliação que irá causar dores à Europa”. “Dores”, “retaliação” – a rigor, essa não é exatamente a linguagem da diplomacia.

A luta pela autorização do famoso milho geneticamente manipulado MON810 na Europa foi conduzida pela Monsanto com muito trabalho de lobby – e ao final, a empresa perdeu por completo. O produto foi banido inclusive dos mercados prestigiados da França e da Alemanha. Uma aliança entre políticos, agricultores e pessoas relacionadas às igrejas recusou a engenharia genética nas plantações, e os consumidores não a querem em seus pratos.

No entanto, a batalha ainda não terminou. Nas negociações iniciadas nos mês passado entre os EUA e a UE, sobre um tratado de “livre” comércio, os Estados Unidos esperam, entre outras coisas, uma abertura dos mercados para a tecnologia genética.

Com o Tratado de Livre Comércio, EUA querem abrir o mercado de transgênicos na Europa

Fazer lobby por uma empresa nacional no exterior é algo visto como dever cívico, nos EUA. Há muito, as mais significativas entre os dezesseis agências de inteligência norte-americanas entendem seu trabalho como apoio aos interesses econômicos norte-americanos no cenário mundial. Alegando combater o terrorismo, não somente espionam governos, órgãos públicos e cidadãos, mas também empenham-se — do seu modo muito peculiar — a favor de interesses econômicos do país.

Alguns exemplos:

Várias décadas atrás, quando o Japão ainda não era uma potência econômica, surgiu nos Estados Unidos a pesquisa “Japão 2000”, elaborada por um colaborador do Rochester Institute of Technology (RIT). Através de uma “política comercial temerária”, assim dizia o estudo, o Japão estaria planejando uma espécie de conquista do mundo, e os perdedores seriam os EUA. A segurança nacional dos Estados Unidos estaria ameaçada e a CIA deu o grito de guerra.

Na competição global, a economia norte-americana tinha que ser protegida dos “dirty tricks”, os truques sujos dos europeus, declarou o ex diretor da CIA James Woolsey. Por esta razão, os “amigos do continente europeu” estariam sendo espionados: os Estados Unidos são limpos…

Edward Snowden esteve certa vez pela CIA na Suíça, e há dias relatou a maneira como a empresa teria tentado envolver um banqueiro suíço na espionagem de dados bancários. A União Europeia permitiu aos serviços norte-americanos examinar em profundidade os negócios financeiros de seus cidadãos. Segundo dizem, o objetivo é secar as fontes financeiras do terror. Os meios e os fins, entretanto, são altamente discutíveis.

Na Suíça, que anteriormente foi palco de muitas histórias de agentes, desenrolou-se um dos episódios que tornaram a Monsanto particularmente misteriosa: em janeiro de 2008, o ex agente da CIA Cofer Black viajou para Zurique para encontrar-se com Kevin Wilson, na época, o responsável pela segurança para questões globais. A pergunta, a respeito do que os dois homens estariam falando, ficou no ar. Certamente os assuntos eram os de sempre: opositores, negócios, inimigos mortais…

O jornalista investigativo Jeremy Scahill, autor da obra sobre a empresa de mercenários Blackwater, escreveu em 2010, no jornal semanal americano The Nation, sobre esse estranho encontro em Zurique. Tinha recebido documentos vazados, a respeito do assunto. Deixavam claro que a Monsanto estava querendo se defender contra ativistas que queriam destruir suas plantações experimentais; contra críticos que se posicionavam contra a empresa de modificação genética.

Cofer Black era, para todos os efeitos, a pessoa certa: “Vamos tirar as luvas de pelica”, havia declarado após os ataques de 11 de setembro, conclamando seus agentes da CIA a livrar-se de Osama bin Laden no Afeganistão: “Apanhem-no: quero a cabeça dele dentro de uma caixa”. Mas ele também entende muito do outro negócio do serviço secreto; aquele que opera com fontes de acesso público.

Ao encontrar-se com Wilson, dirigente de segurança na Monsanto, Cofer Black ainda era vice na Blackwater, cujos clientes eram, entre outros, o Pentágono, o Departamento de Estado, a CIA, e logicamente, empresas particulares. Mas em janeiro de 2008 houve muitos tumultos, pois 17 civis foram assassinados no Iraque por mercenários da empresa de segurança, e alguns homens da Blackwater chamaram atenção de funcionários do governo iraquiano devido a atos de suborno.

Acontece que Cofer Black, na época, era também o chefe da empresa de segurança Total Intelligence Solutions (TIS), uma subsidiára da Blackwater, e que, apesar de sua reputação menos devastadora, contava também com “experts” excelentes e versáteis…

De acordo com as próprias informações, a Monsanto fez negócio, na época, com a TIS e não com a Blackwater. Era inquestionável que a Monsanto fora abastecida pela TIS, com relatórios sobre as atividades dos críticos – as quais poderiam representar um risco para a empresa, seus colaboradores ou seus negócios operacionais. Fazia parte tanto coletar informações sobre ataques terroristas na Ásia quanto escanear páginas da internet e blogs. A Monsanto frisava que a TIS, obviamente, só tinha usado material de acesso público…

Isso corresponderia aos métodos de Cofer Black. Então – nada de ações escusas.

Costumava haver boatos frequentes de que a Monsanto quisera assumir o controle da TIS, objetivando a sua segurança geral. E hoje surgem novos rumores, segundo os quais o grupo estaria avaliando a possibilidade de assumir a empresa Academi, que formou-se após reorganizações da antiga Blackwater.

Será que os rumores procedem? “Em geral, não discutimos os detalhes do nosso relacionamento com os prestadores de serviço – a não ser que essas informações já estejam disponíveis ao público”, foi a única resposta da Monsanto.

Toda empresa possui a sua própria história, e da história da Monsanto faz parte um assunto que queimou sua imagem não apenas junto aos hippies: no passado, a Monsanto esteve na linha de frente dos produtores do pesticida “Agente Laranja”, utilizado até janeiro de 1971 na guerra do Vietnã pelos militares norte-americanos.

Os constantes bombardeios químicos desfolhavam as florestas para tornar o inimigo visível. Os campos eram envenenados para que o vietcong não tivesse mais nada para comer. Nas áreas pulverizadas multiplicou-se por dez o número de nascimentos de crianças com anomalias; nasciam sem nariz, sem olhos, com hidrocefalia ou fendas no rosto – e as forças armadas dos EUA asseguravam que o produto da Monsanto seria tão inofensivo quanto a Aspirina.

Será que na guerra, tudo é permitido? Principalmente na moderna guerra cibernética?

Chama atenção o fato de que alguém esteja dificultando, hoje, a vida dos críticos da Monsanto, ou que alguma mão invisível esteja interrompendo carreiras. Mas, quem é esse alguém? São alvos de ataque cientistas como a australiana Judy Carman, que, entre outros, tornou-se conhecida com pesquisas de produtos transgênicos. Suas publicações são questionadas por professores, os mesmos que tentam minimizar a importância dos estudos de outros críticos da Monsanto.

Mas o assunto não se resume a escaramuças nos círculos científicos. Pois diversas páginas da internet onde Carman publica suas pesquisas, tornam-se alvo de ataques cibernéticos e, segundo impressão de pesquisadora, são sistematicamente observadas. Exames do IP de seu site demonstram que não apenas a Monsanto acessa regularmente essas páginas, mas também diversos órgãos do governo norte-americano ligados às forças armadas.

Entre outros, o Navy Network Information Center, a Federal Aviation Administration e o United States Army Intelligence Center, um órgão do exército para o treinamento de soldados em tarefas de espionagem. O interesse da Monsanto nessas pesquisas pode ser observado, também no caso de Carman. “Mas não entendo, por que o governo americano e o exército mandam me observar“, diz ela.

Coisas estranhas aconteceram também com a GM Watch, uma organização crítica da engenharia genética. A colaboradora Claire Robinson fala de ataques cibernéticos constantes à página desde 2007. “Toda vez em que aumentamos a segurança do site, nossos oponentes tornam-se mais tenazes e seguem novos ataques, ainda piores”, explica. Também neste caso não se acredita em coincidência.

Em 2012, quando o cientista francês Eric Séralini publicou uma pesquisa bombástica sobre os riscos à saúde representados pelo milho transgênico e o glifosato, o site da GM Watch foi atacado e bloqueado. Isso se repetiu quando foi publicado o posicionamento do órgão europeu de inspeção alimentar, a EFSA. Em ambos os casos, o momento foi habilmente escolhido: no exato instante em que os editores tentavam publicar os textos. Não foi possível determinar quem estava por trás dos ataques.

A própria Monsanto, como já foi dito, faz questão de frisar que opera “com responsabilidade“.

No entanto, é fato que a empresa tem muitos interesses em jogo. Trata-se de projetos legislativos, e em especial, das negociações em curso, relacionadas ao Tratado de “livre” comércio entre EUA e UE. Os capítulos sobre Agricultura e Indústria Alimentícia são particularmente delicados. Os norte-americanos têm como meta a abertura dos mercados europeus para os produtos até então proibidos. Ao lado das plantas transgênicas, estão incluídos aditivos controversos e a carne bovina tratada com hormônios. As negociações certamente ainda vão se arrastar por alguns anos.

O assunto é polêmico e as negociações serão duras. Por isso, o presidente Barack Obama apontou Islam Siddiqui como chefe das negociações agrícolas. Como especialista, trabalhou durante muitos anos para o ministério de Agricultura americano.

Mas, o que poucos sabem na Europa: de 2001 a 2008 ele representou, como lobista registrado, a CropLife America, uma associação industrial que representa os interesses de produtores de pesticidas e produtos transgênicos. Entre eles, é claro, a Monsanto. “A rigor, a UE não poderia aceitar tal interlocutor, devido a seus interesses, opina Manfred Häusling que representa o Partido Verde no parlamento europeu.

Englentich, a rigor. No médio-alto alemão, esta palavra (eigentlich) sinificava “servil”, o que não seria uma má descrição do cenário atual — onde os políticos europeus, e em especial os alemães, revelam uma atitude de surpreendente aceitação, diante do fato de serem espionados com regularidade por órgãos norte-americanos.

Nota

[1] A Monsanto é o a maior empresa agrária do mundo, e também a que lidera a engenharia genética. Em 2012, o grupo ampliou seu faturamento em 14%, em comparação ao ano anterior, chegando a 13,5 bilhões de dólares. O lucro subiu 25%, atingindo dois bilhões de dólares. No mundo todo, a empresa emprega 21.500 trabalhadores e tem filiais em mais de 50 países.

Sua fundação data de 1901, pelo norte-americano John Queeny em St. Louis, no estado de Missouri. O nome foi uma homenagem à família de sua esposa. Primeiro, Queeny produziu o adoçante sacarina. Em pouco tempo, o fabricante de bebidas Coca-Cola passa a fazer parte de seus clientes. Logo depois da I Guerra Mundial, a Monsanto entrou no ramo dos produtos químicos.

Sua ascensão foi rápida. Em 1927, ingressou na bolsa de valores, e ampliou sua atuação no setor químico, incluindo adubos e fibras sintéticas. Investiu até mesmo na indústria petrolífera. Depois da guerra do Vietnã, a Monsanto passou a focar mais intensamente o setor agrário, o desenvolvimento de herbicidas e em seguida a produção de sementes.

Nos anos oitenta, a biotecnologia foi declarada seu alvo estratégico. O próximo passo foi a modificação consequente para uma empresa agrícola – e os outros segmentos foram deixados de lado.

Por Marianne Falck, Hans Leyendecker e Silvia Liebrich, no Süddeutsche Zeitung. Tradução de Regina Richau Frazão para o Outras Palavras.
Leia também:

Do Outras Palavras, por Marianne Falck Hans Leyendecker e Silvia Liebrich
Extraído de: http://www.folhasocial.com/2014/01/o-lado-mais-sujo-da-monsanto.html?fb_action_ids=240265792813193&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=[1444784672404181]&action_type_map=[%22og.likes%22]&action_ref_map=[]

Licença Creative Commons
O trabalho Folha Social foi licenciado com uma Licença CC 3.0 BR. Exceto quando especificado ou para conteúdos reproduzidos de terceiros
***



Gostou? Compartilhe esta publicação nas redes sociais

Um comentário: