"Duas crianças de Nova Iorque adquirem herpes devido a ritual de circuncisão controverso."

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Nova Iorque - Duas crianças adquirem herpes do controverso ritual de circuncisão de bebês e estão hospitalizadas após lesões encontradas nas partes íntimas




Por Paul Berger

Publicado em 22 de julho de 2014.



Mais dois recém-nascidos em Nova York possuem teste positivo para herpes, seguindo um rito controverso de circuncisão.
Ambos os bebês se acredita terem contraído a doença após o B'peh Metzitzah, um ritual em que pessoa que realiza a circuncisão, coloca seus lábios sobre o pênis do bebê e faz a sucção de sangue da ferida da circuncisão.

O Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova York enviou um alerta de saúde de advertência aos médicos em 22 de julho, dos casos suspeitos. 

No primeiro caso, o bebê tinha lesões pustulares sobre o pênis e área genital. Ele testou positivo para herpes e foi admitido ao hospital para tratamento intravenoso. 

No segundo caso, o bebê desenvolveu lesões no pênis, coxa e pé. O alerta de saúde não disse como os sintomas do bebê foram tratados. 

O alerta declarou que ambos os casos foram consistentes com transmissão do herpes "entre a boca da pessoa que realiza o ritual de circuncisão e o pênis das crianças recém-circuncidadas." 

Desde 2000, 16 crianças em Nova York são suspeitas de contrair herpes seguindo o MBP (metzitzah b'peh, ou MBP).

Dois desses bebês morreram e pelo menos dois outros sofreram danos cerebrais.

O Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade tentou alertar os pais sobre os riscos de MBP, que é particularmente prevalente entre os judeus ultra-ortodoxos da cidade. 

Em janeiro de 2013, a cidade instituiu um regulamento que forçou Mohels para obter o consentimento por escrito dos pais antes de realizar o rito. Mas os grupos ultra-ortodoxos dizem que o MBP é seguro e muitos mohels recusam-se a cumprir o regulamento. Uma vez que o regulamento foi aplicado, quatro crianças contraíram a doença. 

O Departamento de saúde da cidade não respondeu imediatamente a um pedido de informações sobre se o mohel ou mohels envolvidos nos últimos casos obtido consentimento por escrito antes de realizar MBP. 

Contacte Paul Berger em berger@forward.com ou no Twitter @ pdberger 


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Médicos tratam terceiro caso envolvido à prática controversa


GETTY IMAGES

Por Paul Berger

Publicado 30 de janeiro de 2014.

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Atualizado às: 10 de janeiro, 2006 - 10h41 GMT (08h41 Brasília)
 Maca com sangue
Com seus ternos pretos, seus cabelos trançados e rostos sem sorrisos, os judeus hassídicos não despertam simpatia à primeira vista. Não sei se são muito simples ou muito complicados ou se somos todos iguais.
O excelente fotógrafo Claudio Edinger viveu entre os hassídicos do Brooklyn fazendo um ensaio fotográfico e ficou fascinado com eles, mas nunca fotografou uma circuncisão hassídica ortodoxa.
São muito fechadas e agora estão no centro de uma briga entre o prefeito e a comunidade. Nesta circuncisão o rabino chupa o sangue do pênis do bebê para limpar a ferida deixada pelo corte da pele.
Os rabinos americanos ganharam a batalha legal e agora podem "sugar o pênis das crianças" que realizaram a circuncisão como parte do ritual judaico.
Os rabinos estadunidenses ganharam a batalha legal e agora poderão succionar o pênis dos meninos que realizaram a circuncisão como parte do ritual judeu.
Estados Unidos – Os judeus realizam um pacto com Deus cortando o prepúcio de seus bebês aos 8 dias de nascidos, embora para outras culturas isto seja algo muito estranho, o ritual em algumas ocasiões é terminado lambendo a glande dos meninos.
Quase 4 mil recém-nascidos hassídicos de Nova York passam por esta sucção todos os anos, mas no ano passado três deles contraíram herpes. Um morreu, outro sofreu lesão cerebral.
O rabino envolvido foi proibido de fazer novas sugações enquanto a secretária de saúde investiga os casos e o secretário mandou uma carta à comunidade judaica sobre os perigos desta sucção oral.
Os hassídicos declararam guerra ao prefeito porque consideram a proibição ao rabino e a carta do secretário interferências do Estado na religião.
A maior associação de rabinos da cidade sugeriu o uso de um canudo esterilizado para sugar o sangue mas os hassídicos insistem que uma tradição de 5 mil anos não vai terminar por causa de “um ou dois acidentes”.
Mesmo se fosse possível aprovar uma lei proibindo as sucções, seria impossível forçar o seu cumprimento porque o ritual é feito dentro das casas.
A poucos quarteirões dos 100 mil hassídicos do Broklyn vivem 600 mil muçulmanos, a maior comunidade islâmica de Nova York.
Eles também têm rituais chocantes para os não iniciados, como enterrar seus mortos enrolados num simples lençol, sem caixão. Entre haitianos e alguns grupos latinos, onde termina a religião e começa a feitiçaria? Quem decide? Pobre Bloomberg.
Extraído de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/01/060110_lucasjudeusny.shtml

Sorprendente

Legalizan  que rabinos chupen penes a bebés judíos en Nueva York

Redacción SDPnoticias.com mar 9 abr 2013
Legalizan que rabinos chupen penes a bebés judíos en Nueva York Succión del pene del niño tras la circuncisión
Los rabinos norteamericanos ganaron la batalla legal y ahora podrán succionar el pene de los niños a los que realizan la circuncisión como parte del rito judío.
Estados Unidos.- Los judíos realizan un pacto con Dios cortando el prepucio de sus bebés a los 8 días de nacidos, aunque para otras culturas esto ya es algo muy raro, el rito en algunas ocasiones es rematado lamiendo el glande de los niños.
No parece ser una costumbre muy higiénica, pues aumenta el riesgo de contraer herpes, entre otras infecciones. De hecho se ha reportado la muerte de dos bebés desde 2010 provocados por esta costumbre.
En Nueva York, los rabinos ganaron la batalla legal y ahora se les permitirá sin temor a ninguna sanción, succionar el pene de los bebés tras el corte del prepucio.
No obstante los riesgos que representa este rito; hace poco una circuncisión salió mal en el norte de Israel, cuando el mohel responsable del corte del prepucio, corto accidentalmente un tercio del pene del menor de edad que atendía.
El niño tuvo que ser trasladado de emergencia al hospital pues su vida corrió grave peligro. Por el momento no se sabe si los daños al pene del menor serán irreversibles.

Info de Lobo Gaceta
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Pedófilos, além de cometer atentado violento ao pudor contra um recém-nascido, sem falar no risco que a criança corre conforme publicado no artigo. Não vejo nada que justifique a mutilação e muito menos a sucção do órgão mutilado.....
Não obstante os riscos que representa este ritual; há pouco uma circuncisão foi mal sucedida no norte de Israel, quando o mohel responsável pelo corte do prepúcio, cortou acidentalmente um terço do pênis do menor de idade que atendia. O menino teve que ser carregado à emergência de um hospital pois sua vida correu grave perigo. No momento não se sabe se os danos no pênis do menor serão irreversíveis.
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Rabinos americanos já podem chupar pênis de bebês judeus
Por , 01/06/2013
Só pode ser coisa de judeu. E eu que acreditava ser essa raça a mais inteligente – depois dos japoneses e alemães – do planeta. Quebrei a cara!
Rabino chupando pau do bebê
Os rabinos estadunidenses ganharam a batalha legal e agora poderão succionar o pênis dos meninos que realizaram a circuncisão como parte do ritual judeu.
Os judeus realizam um pacto com Deus cortando o prepúcio de seus bebês aos 8 días de nascidos, embora para outras culturas isto seja algo muito estranho, o ritual em algumas ocasiões é terminado lambendo a glande dos meninos.
Não parece ser um costume muito higiênico, pois aumenta o risco de contrair herpes, entre outras infecções. De fato foi relatada a morte de dois bebês desde 2010 provocados por este costume.
Em Nova York, os rabinos ganharam a batalha legal e agora lhes permitirão sem temor a nenhuma sanção, succionar o pênis dos bebês após o corte do prepúcio.
Não obstante os riscos que representa este ritual; há pouco uma circuncisão foi mal sucedida no norte de Israel, quando o mohel responsável pelo corte do prepúcio, cortou acidentalmente um terço do pênis do menor de idade que atendia.
O menino teve que ser carregado à emergência de um hospital pois sua vida correu grave perigo. No momento não se sabe se os danos no pênis do menor serão irreversíveis.
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Colaboração de
ZULMA PEIXINHO
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Percebem como a vibração da palavra DEUS não é de LUZ? É uma palavra da dualidade, que nada tem a ver com a VIBRAÇÃO DA LUZ DIVINA. DA FONTE UNA? "Os rabinos estadunidenses ganharam a batalha legal e agora poderão succionar o pênis dos meninos que realizaram a circuncisão como parte do ritual judeu. Os judeus realizam um pacto com Deus cortando o prepúcio de seus bebês aos 8 días de nascidos, embora para outras culturas isto seja algo muito estranho, o ritual em algumas ocasiões é terminado lambendo a glande dos meninos."

Segundo os Gnósticos, esta entidade seria o Deus do Velho Testamento da Bíblia. Este ente tem a arrogância típica dos que se acham onipotentes. Criador de tudo que conhecemos, acha que todos devem curvar-se a sua divindade: "Não terás outros deuses diante de mim" é seu lema.
A FONTE É UNIDADE: Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? A sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Não se deve pensar que as tentações também são trazidas pelo PAI.
“O PAI não pode ser tentado pelo mal.” A santidade, a unidade da FONTE fazem com que a dualidade seja uma impossibilidade para a UNIDADE. Sendo A UNIDADE tão oposta ao mal, ninguém pode colocar sobre o PAI a culpa das tentações nas quais possa estar envolvido.


Recado aberto em resposta, aos membros ou ex-membros judeus deste site, que enviaram suas contestações sobre o artigo e CALUNIARAM NOS CHAMANDO DE PRECONCEITUOSOS CONTRA A RELIGIÃO JUDAICA.
1) Para todos que aderem ao SITE, em nossas BOAS VINDAS, já deixamos clara a nossa posição, somos uma rede espiritualista e respeitamos a liberdade de crença das pessoas.
2) Quem está generalizando ao CALUNIAR QUE SOMOS PRECONCEITUOSOS é por que está levando para o lado RELIGIOSO e não para o problema causado no ser humano com esses rituais mal feitos, cheios de segredos, que estão sendo denunciados pelos próprios RABINOS.
3) A matéria está documentada, quem não está satisfeito com a denúncia que vá discutir lá, com a fonte, com o jornal que publicou isso.
4) Se esse ritual macabro é algo feito a portas fechadas, como foi parar nos jornais? Por que rabinos denunciaram
5) Cuidado com vitimismo, desde quando a denuncia é preconceito por que expõe podre de judeu? E como fica nesse caso a pedofilia encoberta pelo vaticano sendo denunciada? Daí não é preconceito? Daí tudo bem para os judeus que não estão aprovando e apelando até para "ESPIRITUALIDADE CRISTÃ"?
Sugestão: que cada um preocupe-se com a própria espiritualidade e não a do site e não a dos outros, que despertem e analisem onde estão sendo coerente e o que estão defendendo nessas matérias dos jornais que são de arrepiar?
6) Afinal, como isso chegou nas mãos dos jornais? Por que existem RABINOS CONTRA ISSO?
Então quer dizer que agora existe uma balança com dois pesos e duas medidas!!?
AQUI NÃO EXISTE RELIGIÃO, SEITA, FILOSOFIA, PERSONALIDADE, ETC. QUE SE VIER A PÚBLICO ALGO QUE DEMONSTRE CONTROLE SOBRE O SER HUMANO E A MENTIRA MANIPULADORA, QUE PASSE ILESO. SERÁ DENUNCIADO QUANTAS VEZES FOR PRECISO, POIS, CRISTO PREGOU A VERDADE É O QUE CRISTO VEIO ENSINAR AOS HOMENS QUE REALMENTE VALE VIVER.
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Judaísmo chassídico

Líderes chassídicos num encontro em Jerusalém.

O judaísmo chassídico, chassidismo, judaísmo hassídico ou hassidismo (do hebraico חסידים, Chasidut para os sefardim; Chasidus para os asquenazes: "piedosos" ou "devotos") é um movimento surgido no interior do judaísmo ortodoxo que promove a espiritualidade, através da popularização e internalização do misticismo judaico, como um aspecto fundamental da fé judaica. Essa vertente não deixou de existir ao longo de praticamente toda a história judaica. Hoje, no entanto, o uso do termo "chassidismo" ou "hassidismo" é aplicado se restringe à tendência desenvolvida na primeira metade do século XVIII, na Europa Oriental - com o rabino Israel Ben Eliezer, mais conhecido como Baal Shem Tov - em reação ao judaísmo legalista ou talmúdico, mais intelectualizado.

Atribuem-se ao Baal Shem Tov o poder da cura e vários milagres, sobretudo no confronto com espíritos malignos, os quais ele teria vencido usando como arma a fé e a alegria de viver. O rabino ia de aldeia em aldeia levando o alívio aos doentes e divulgando seus ensinamentos. Afinal reuniu seus seguidores em torno de um corpo doutrinário sistematizado, constituindo o hassidismo como uma disciplina de natureza religiosa.

O elemento central do hassidismo é a devekut, isto é, a união mística com Deus - uma metodologia espiritual que tem como meta libertar o ser humano dos reveses da vida terrena. Seus discípulos pregam que o Homem tem o poder de se desligar dos bens materiais e de tudo o que está relacionado ao mundo, por meio da prece meditativa, o daven, o qual pode conectar o indivíduo a Deus. O Baal Shem Tov admite a Shekhiná, ou seja, a presença divina em cada vida, como uma prova da compaixão divina pelo ser humano e por todas as suas criaturas.

Por outro lado, uma das lideranças mais significativas do hassidismo no século XIX, Menahem Mendel de Kotzk, representa a polaridade oposta, pois destaca a revolta diante das imperfeições do Homem e de seus sofrimentos. Sua ira o conduz ao conceito do tikun olam, a redenção do Cosmos.

As ideias opostas destes dois ícones do movimento hassídico imprimem nesta corrente a piedade alegre e compadecida, de um lado, e a busca implacável da justiça austera, do outro. O hassid, seguidor dessa esfera mística, está constantemente imbuído da presença do Criador, pois se encontra quase sempre em estado de meditação, a qual não traz em si apenas os típicos lamentos judeus, mas igualmente as melodias que se repetem por um longo tempo e a coreografia hassídica.
A comunidade judaica se beneficiou amplamente do hassidismo, uma vez que ele provocou uma reestruturação extrema da sociedade judaica, reforçando o senso comunitário com base no conceito de uma vivência mística na vida cotidiana. A doutrina hassídica é um tanto complexa, pois se fundamenta no panenteísmo, segundo o qual Deus é a existência de fato, a essência de tudo que há. Em sua versão mais radical, afirma que nada existe a não ser o Criador, e tudo o mais é ilusão.
Não se deve confundir o panenteísmo com o panteísmo, movimento que prega a imanência divina ao Universo e à natureza. Na concepção panenteísta, Deus se revela em cada evento universal, constituindo a realidade última, a única existência consistente. O mundo estaria encoberto por um manto que, uma vez removido, manifestaria tão somente a presença do Criador. Assim sendo, Ele está no interior de cada ser, mas também transcende a criatura, a qual nada mais seria que uma dissimulação do Ser Divino. Portanto, a Divindade atua como uma conexão entre todos os seres, os quais estão interligados em uma alteridade consagrada.

Desta forma, todos podem ser recuperados e alteados, aprimorados de tal forma que podem, assim, voltar ao seio divino. Cada indivíduo tem como papel principal na existência promover esse resgate do outro. Eis porque o hassid não acredita no mal e o vê apenas como uma máscara deturpada do que ainda não foi salvo.

Fontes: LEONE, Alexandre. "A oração como experiência mística em Abraham J. Heschel: uma filosofia da espiritualidade judaica contemporânea", in Dora Incontri. Educação e Espiritualidade – Interfaces e Perspectivas. Bragança Paulista: Comenius, 2010, pp. 173-175.
Rabinos famosos: Aaron Ben Asher de Karlin
Filosofia hassídica (hebraico: חסידות, alternativamente transliterado como Hassidism, Chassidism, Chassidut etc.) é o conjunto de ensinamentos, interpretações do Judaísmo e misticismo articulado pelo moderno movimento hassídico. Ela inclui os elementos religiosos do povo carismático do hassidismo, mas principalmente descreve seu pensamento estruturado, expressado no seu conjunto de teologia à filosofia.
A palavra deriva do hebraico "hesed" ("bondade") e a apelação "hasid" ("temente a Deus") possui uma história no Judaísmo para a pessoa que possui motivos sinceros em servir a Deus e ajudar os outros. Alguns movimentos judaicos atuais também são chamados por este nome, renovação populista do Judaísmo, iniciada pelo Rabbi Israel ben Eliezer (Baal Shem Tov) no século VIII, na Podólia e Volínia (hoje Ucrânia). Seus discípulos mais próximos desenvolveram a filosofia nos primeiros anos do movimento. Da terceira geração, a liderança superior tomou suas diferentes interpretações e dispersou-se através da Europa Oriental, da Polónia, Hungria e România para Lituânia e Rússia.
Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_hass%C3%ADdica
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Ritual polêmico após circuncisão causa controvérsia em Nova York

Atualizado em  17 de setembro, 2012 - 08:54 (Brasília) 11:54 GMT
Antigo rito religioso, comum entre judeus ortodoxos, tem sido criticado pela comunidade científica
Depois de muita discussão, a Junta de Saúde da cidade de Nova York decidiu que será necessário consentimento explícito dos pais que quiserem submeter seus bebês a um tipo de circuncisão que envolve um polêmico ritual milenar.
O ritual, conhecido como metzitzah, é comum entre os 1,1 milhão de judeus ortodoxos que residem na cidade de Nova York, e o assunto é extremamente sensível para a comunidade hassídica.
Nesse procedimento realizado em recém-nascidos, o mohel(que realiza a circuncisão), depois de remover o prepúcio, suga, com a boca, o sangue causado pelo corte no pênis do bebê.
O antigo rito religioso tem sido motivo de críticas severas da comunidade científica. Especialistas afirmam que ele pode causar sérios problemas de saúde e até mesmo a morte ao circuncidado.
Segundo o Departamento de Saúde de Nova York, desde 2004, há registros de 11 casos de herpes e duas mortes de bebês relacionados com o procedimento.
Mas é difícil identificar com precisão o número de bebês que apresentam herpes ou infecção como resultado da metzitzah, pois a comunidade de judeus ortodoxos é extremamente fechada.
A região de Nova York tem a maior população judia do mundo fora de Israel e representa cerca de um terço dos judeus vivendo nos Estados Unidos (aproximadamente 6 milhões).
Atualmente, 40% dos judeus nova-iorquinos se identificam como ortodoxos, uma população que vem crescendo, de acordo com um estudo patrocinado pela UJA Federation of New York, entidade filantrópica da comunidade judaica de Nova York.
Cerca de 66% dos bebês de casais ortodoxos da cidade são circuncidados pelo método que envolve a sucção oral.
Fora da comunidade ortodoxa de Nova York, a prática de metzitzah não é comum. A vasta maioria de judeus reformistas opta por circuncisão sem nenhum tipo de sucção.

Controvérsia

O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, que é judeu reformista, apoiou a exigência de consentimento dos pais. O objetivo é que os pais leiam um folheto explicativo fornecido pelas autoridades e tomem uma decisão bem informada ao terem de considerar os riscos do procedimento, antes de seguir com a tradição.
Tudo parece muito simples e democrático. Mas a aprovação da exigência de consentimento só serviu para aumentar a controvérsia.
"Não entendo como um consentimento dos pais vai ajudar um bebê que morreu por causa disso", disse à BBC Brasil Joshie Berger, ex-membro da comunidade hassídica e atual ativista contra a prática ortodoxa.
Mas mesmo autoridades que preferem evitar a prática, como o rabino Eliyahu Fink, temem possíveis consequências a sua restrição.
"Historicamente, a circuncisão já foi usada muitas vezes para perseguir os judeus e é natural que a comunidade fique nervosa com esse tipo de decisão. Isso pode ser visto como uma séria afronta ao judaísmo ortodoxo e como o início de uma perseguição maior", disse o rabino à BBC Brasil.
Apesar de os Centros para Controle de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos declararem que o procedimento não é seguro, os defensores da prática já declararam que vão ignorar a nova exigência.
Para o rabino William Handler, de Brooklyn, o bairro nova-iorquino com a maior concentração de judeus ortodoxos, o ritual de mais de 3 mil anos não representa um risco à saúde.
"Acredito que muitos rabinos vão desafiar a regra", disse Fink.

Outros casos

O episódio em Nova York é o mais recente em uma série de polêmicas envolvendo o tema.
Há poucos meses, um tribunal alemão decretou ilegal a circuncisão de menores na região de Colônia. Líderes cristãos, judeus e muçulmanos manifestaram indignação com a decisão, que consideram uma forma de fomentar a discriminação.
No ano passado, ativistas da cidade de San Francisco, na Califórnia, lutaram para que a população local pudesse votar em uma proibição à circuncisão de menores, mas um juiz decretou que o referendo não poderia ser realizado por motivos técnicos.
Recentemente, a Academia Americana de Pediatria (AAP) fez uma declaração promovendo benefícios à saúde da circuncisão de bebês do sexo masculino, causando uma imediata e forte reação da Doctors Opposing Circumcision (DOC), organização sediada em Seattle, Washington, que se opõe à prática indiscriminada do procedimento em menores de idade.
A DOC acusa a AAP de promover uma política que defende os interesses de grupos religiosos ou que lucram com a circuncisão, afirmando que a cirurgia não traz os benefícios alegados pela organização pediátrica.
De acordo com dados da Johns Hopkins Medicine, uma das maiores organizações de pesquisa médica do mundo, atualmente, cerca de 55% dos 2 milhões de bebês do sexo masculino que nascem a cada ano nos Estados Unidos são circuncidados.
O número indica uma queda significativa em relação às décadas de 70 e 80, quando até 79% dos bebês eram circuncidados.
Nas últimas duas décadas, a maioria dos médicos americanos passou a não mais considerar a circuncisão um procedimento praticamente de praxe, como era o caso até a década de 80, mas sim uma opção cultural ou religiosa.
A Johns Hopkins afirma que o declínio no número de circuncisões pode custar bilhões de dólares à assistência à saúde do país.
"Existem benefícios à saúde oferecidos pela circuncisão de bebês do sexo masculino, que previne contra doenças, e a queda nos números de circuncisões vem com um preço muito alto, não apenas em sofrimento humano, mas em bilhões de dólares para a assistência à saúde", diz Aaron Tobian, epidemiologista e patologista da Johns Hopkins.
Extraído de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120913_circuncisao_ny_lh_ac.shtml

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