AS ORIGENS OCULTAS DE DAMANHUR (inclui visita ao Vaticano) - Uma investigação exclusiva do C.R.O.M.

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As origens ocultas de Damanhur
Uma investigação exclusiva do C.R.O.M.

Autor: C.R.O.M.

Dentre as comunidades da Nova Era que se formaram na Europa, a de Damanhur, na Itália, é sem dúvida a mais espetacular. Primeiro, porque os membros desta comunidade não ocupam um único e mesmo edifício, nem mesmo uma ecovila, mas um vale inteiro - Valchiusella, perto d’Aosta, na Itália, que é povoado gradativamente por «Damanhurianos».
Mas também porque eles cavaram muitas salas subterrâneas que são, ao mesmo tempo, templos de esplendor inigualável e laboratórios onde eles iriam desenvolver, entre outras coisas, máquinas de viajar no tempo. E tudo é chamado de «Templos da Humanidade», tendo sido declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Dentro da C.R.O.M., nós desconfiamos dos contos de fada da Nova Era. Além disso, nós gostaríamos de saber mais sobre Damanhur. Um de nós se apresentou como investigador, na Itália. As pesquisas o levaram até a Holanda, onde foram confirmadas as nossas suspeitas. Sem mais delongas, vamos interrogá-lo sobre as suas descobertas.



C.R.O.M.: Qual foi o ponto de partida para as suas pesquisas?
A.A.: Antes de ir para Damanhur, eu queria saber mais sobre Oberto Airaudi, também conhecido como Falco (Falcão), o fundador. Será que ele era um líder capaz de levar a fio pessoas inteligentes ou era uma daquelas figuras pálidas - como tantos outros no meio da Nova Era - que não se atrevem a impor um sentido de medo para parecer "patriarcal"? No segundo caso, eu não teria sequer necessidade de me deslocar, pois eu sabia de antemão que eu iria encontrar a mesma ideologia da Nova Era e a mesma organização mais ou menos anárquica que caracterizam todas as ecovilas.


C.R.O.M.: Este não foi o caso?
A.A.: Nem um pouco. Damanhur revelou ser uma comunidade extremamente estruturada, o que é completamente normal se considerarmos o seu tamanho e o seu papel nos círculos da Nova Era. De fato, foi preciso algum tempo para encontrar informações sobre o percurso de Falco. É um personagem misterioso, pouco acessível, e as pessoas próximas dele apenas repetem a mesma propaganda a seu respeito, e agem como se ele não estivesse a fim de não chocar os visitantes com tendências anarquistas podendo se juntar a eles. Finalmente, foi através de uma reportagem publicada em uma revista americana (1) que eu obtive as informações pertinentes, e até mesmo mais do que eu esperava. Eu descobri que Oberto Airaudi não era um ser como os outros. Ainda nenê, ele podia mover objetos somente pela força do seu pensamento. Depois, quando criança, ele se recorda de invocar fantasmas "para assustar os seus adversários no futebol!". Enfim, descobrimos que, aos 14 anos, ele fazia experiências saindo fora do corpo dando cursos de física, de matemática e de filosofia esotérica para um público de 100 pessoas.


C.R.O.M.: Uma criança fora do comum!
A.A.: Eu logo percebi que eu estava lidando com um grande ocultista, provavelmente cercado por uma multidão de entidades, tendo em vista todos os prodígios de que ele era o autor. Como pode um bebê mover objetos somente pela força do seu pensamento quando ele próprio ainda não pensava? Nós sabemos no C.R.O.M., tal feito apenas pode ser realizado com a ajuda de entidades desencarnadas, isto é, de fantasmas (2). Além disso, essas entidades apenas se manifestam se for necessário, pois isso lhes requer um grande dispêndio de energia. O jovem Oberto devia então lhes ser muito útil, a menos que ele estivesse suficientemente ligado a elas em vidas passadas para comandá-las desde as esferas superiores do seu ser. Em todo caso, este tipo de façanha só pode ser realizado se um intenso desenvolvimento oculto tiver ocorrido na vida anterior.
Quanto às faculdades intelectuais que permitiram Oberto Airaudi, desde a adolescência, dar cursos sobre qualquer assunto, elas também procedem de desenvolvimento anormal. Muitas pessoas sonham com uma vida como esta; para mim, ela mais me repugna. Só um superego pode ser capaz de tais prodígios - um ego tão "pesado" que corre o risco de permanecer ancorado na Terra por éons!
Mas a Grande Libertação não está na agenda Oberto. Desde a sua infância, ele tinha visões - provavelmente a partir dos seus controladores ocultos - de templos subterrâneos que ele deveria construir mais tarde. Esta ideia o deixou obcecado e rapidamente ele abriu um centro em Turim - sua cidade natal, conhecida por seu pesado passado oculto, onde ele liderou, dizem, 36 grupos de pesquisa esotérica, cada um seguindo projetos diferentes.
Uma das suas maiores vitórias, segundo as palavras da revista americana, foi a de que dois dos seus professores jesuítas deixam seus postos para estudar com ele (3).


C.R.O.M.: Então ele estudou em uma escola jesuíta?
A.A.: Parece provável. Mas isso não indica grande coisa, pois muitas escolas são dirigidas pelos Jesuítas no mundo. Por outro lado, o feito é que dois professores jesuítas foram com ele. Pois os Jesuítas não são pessoas comuns: são especificamente seres poderosos que apenas terão interesse em projetos que promovam a sua causa. Além disso, os "Exercícios Espirituais" de Inácio de Loyola desenvolvem extremamente os poderes ocultos, colocando firmemente sob controle aqueles que ali se entregam. Portanto, não pode haver jogo ingênuo entre esses superegos: ou os dois Jesuítas manobraram Oberto, ou Oberto fez um contrato com a egrégora jesuíta a fim de ajudar no seu trabalho. De qualquer modo, houve uma convergência de interesses.


C.R.O.M.: Por que os Jesuítas iriam apoiar um projeto como o de Damanhur?
A.A.: É verdade que alguns dos nossos leitores poderão surpreender-se de que uma ordem religiosa cujo propósito original era o de defender a Igreja Católica possa apoiar um projeto da Nova Era - e, portanto, "pagão" - como o de Damanhur. Esses leitores têm uma visão muito estreita do que é o catolicismo, visão que não é aquela dos grandes ocultistas que estão à frente da Igreja de Roma. O Papa e seus cardeais têm apenas um objetivo: a sobrevivência e a expansão da sua egrégora. Independentemente do ícone escolhido para filiar-se a Jesus ou ao Grande Arquiteto! (4)
Você sabe, um pouco antes de ir para Damanhur, eu fiz uma breve visita ao Vaticano. Eu tive um dia inteiro para isso. Eu, de início, fiquei impressionado com o poder que emana desses poucos acres de construções. Qualquer um que vai ao Vaticano fica convencido de que a religião católica ainda é forte. Mas o que mais me surpreendeu foram os enormes corredores cheios de estátuas egípcias, etruscas, babilônicas, etc. - eu falo das originais, e não de meras cópias! Há tantas que um visitante não pode girar seu olhar sem ver uma, ao ponto dele quase sentir náusea.
O visitante comum não se pergunta por que estão reunidos neste lugar tantos objetos de arte procedentes de religiões idólatras segundo o dogma católico oficial. Por que, por exemplo, construíram dois museus sobre os Etruscos quando o Vaticano já tem falta de espaço?


C.R.O.M.: Por que não estão em museus?
A.A.: Bem observado! O termo museu esconde o verdadeiro propósito da presença de todas estas estátuas, cuja verdadeira função é a de servir como retransmissor para as potências ligadas a esses cultos antigos. Deixe-me explicar isso para os nossos leitores.
Se Roma teve tanto poder na Antiguidade, não foi só pela força militar, mas também porque ela conseguiu absorver o poder mágico dos seus adversários. O C.R.O.M. publicou um artigo sobre esse assunto, artigo sobre os Etruscos dos quais Roma, de alguma forma, roubou a religião (5).
Quando Roma conquistava um povo, ela levava para a “Cidade Eterna” as estátuas e representações dos deuses que o povo adorava. E lhes dizia também: "Olha, os seus deuses se estabeleceram no nosso panteão. Eles agora são os nossos deuses e nós os assimilamos; então vocês são cidadãos do Império.". Isso foi um ato mágico muito forte.


C.R.O.M.: Mas um dia, ela mandou destruir todas as estátuas, não é?
A.A.: Sim, quando chegou o momento de impor o "deus único" do catolicismo. Para melhor controlar a consciência das massas, os chefes de Roma tiveram que guiá-la em uma única e mesma direção. Por outro lado, as elites reservaram uma parte dessas estátuas para as suas práticas mágicas, e hoje encontramos essas estátuas nos "museus" do Vaticano.
A existência de várias estátuas egípcias no Vaticano - como a Esfinge que fica no meio de um pequeno jardim ornamental - é para mim a prova de que a egrégora romana inclui os ocultistas que já praticavam a magia em tempos mais remotos. Por que conservar tais objetos, a não ser para manter uma ligação com egrégoras antigas? O que chamamos de "Roma" é, na verdade, a federação das egrégoras retrógradas que se aliaram para ganhar mais força.


C.R.O.M.: Isso nos faz pensar em Aleister Crowley (1875-1947), o célebre ocultista inglês que teve, na Inglaterra, um papel político muito mais importante do que acreditamos. Por que ele foi ao Egito para ser iniciado lá, senão para ser anexado a uma egrégora que ele tinha pertencido em encarnações anteriores? Sabemos que a Inglaterra é a nova Roma da era moderna.
A.A.: Sim, e justamente, para voltar a Damanhur, o próprio fundador acredita ser a reencarnação do deus egípcio Hórus, razão pela qual ele se fez chamar de Falco, Falcão (6). O primeiro centro de Turim foi denominado o Centro de Hórus. Quanto à Damanhur, esse é o nome de uma cidade mítica egípcia. Tudo está então claramente ligado de maneira oculta: Egito, Roma, Inglaterra e Damanhur. As mesmas correntes de força passam por todos esses centros e isso exala um ar viciado. De qualquer modo, ainda bem que eu fui visitar o Vaticano antes de ir para Damanhur. Na realidade, ao penetrar finalmente nos Templos da Humanidade (abertos ao público) de Damanhur, qual não foi a minha surpresa ao encontrar várias estátuas e representações egípcias, etruscas, babilônicas, etc.! Estátuas certamente menos ricamente ornamentadas do que aquelas do Vaticano, mas a função mágica é mais evidente, pois operam no universo da Nova Era onde está na moda o comércio com todos os tipos de "energia".
Na verdade, os Templos da Humanidade são uma espécie de túmulo onde Falco procurou incluir a maior quantidade possível de poderes mágicos. Alguns compartimentos subterrâneos contam a "evolução" da humanidade, outros são uma representação do céu com as constelações e outros ainda são capelas dedicadas ao tempo. O tempo: aí está a verdadeira divindade dessas forças que buscam persistir o máximo de tempo possível na Terra!


C.R.O.M.: Damanhur é então bem mais do que um templo subterrâneo. Qual é o objetivo, segundo você, da comunidade que vive ao redor?
A.A.: Bem, conforme as palavras do seu fundador, o objetivo de Damanhur é o de preparar a futura civilização de Aquário. Para Falco, está claro que a civilização atual será destruída e ele acredita que ele está aí para garantir a transição para a nova era.
Para falar de forma mais clara, podemos dizer que as forças representadas por Falco - pois, nós compreendemos, ele não age sozinho - estão conscientes de que, com a transição para a Era de Aquário, elas correm o risco de perder tudo o que adquiriram. Ainda mais que Aquário é um período em que as dimensões sutis do planeta são limpas, e nessas dimensões são coletados todos os pensamentos e emoções desnorteadas da humanidade. São nesses planos invisíveis ao redor da Terra que os ocultistas desencarnados estabeleceram os seus reinos. Mas forças mais elevadas do que desses magos procuram desalojá-los para purificar a atmosfera do planeta.
O que fazem as forças para as quais Falco trabalha? Primeiro, elas se enterram nas montanhas, sinal muito revelador. Depois, gradualmente, neste banho de energia encravada, isso vai dar origem a uma nova religião, apresentada como a "religião de Aquário", mas que não é nem mais nem menos do que a síntese de todas as forças retrógradas.
O catolicismo já era uma síntese degenerada de todas as forças mais ou menos retrógradas dos tempos antigos: a religião etrusca, os cultos dos mistérios, o judaísmo. Originalmente, o catolicismo não tinha muito a ver com o cristianismo! Hoje, com a Nova Era, ele se move para passar a uma velocidade superior e também para incluir todas as culturas descobertas por Roma entrementes: maias, astecas, hindus e seu desfile de entidades retrógradas. Encontramos tudo isso nos Templos da Humanidade, em Damanhur, que quer justamente sintetizar tudo o que a humanidade conheceu.
Mas uma religião não nasce de maneira artificial. O seu desenvolvimento requer seres iluminados que ali participam e que, pouco a pouco, integram diferentes energias. É com esse objetivo, na minha opinião, que foi fundada a comunidade de Damanhur: devemos ver um experimento de campo, onde foi testada a futura religião de Aquário em seres sinceros, mas inconscientes para servir de cobaias.
Foram os próprios Jesuítas que inauguraram este tipo de experimentação quando, no século XVI, eles tomaram o controle de vários povos da América do Sul para torná-los "bons cristãos.". Para realizar os seus experimentos, eles isolaram as aldeias indígenas umas das outras, depois fizeram os habitantes levantarem às seis horas da manhã ao som de sinos, fazendo-os trabalhar para eles enquanto cantavam "Louvores ao Senhor", de manhã até a noite. Este formidável empreendimento de exploração de energia, que durou até 1768 e que reuniu até 140.000 cobaias, foi realizado durante o que os historiadores chamam de "reduções" - lugares onde os Jesuítas trabalhavam ao mesmo tempo para o sedentarismo dos Índios em uma concentração urbana e para a sua submissão à Igreja - os Índios foram assim reduzidos à vida civil e à Igreja.


C.R.O.M.: Damanhur seria uma nova forma de redução?
A.A.: Absolutamente. Poderíamos acreditar que os Damanhurianos são mais conscientes e mais livre do que foram os Índios, mas na realidade eles são totalmente controlados. O próprio Falco recebe orientação de uma espécie de "bola energética" que lhe indica o que ele deve fazer. E todos os seus adeptos seguem as suas diretrizes com paixão, eles acham que isso vem de seres muito mais evoluídos.
O misticismo imprime medo, o que caracterizou as antigas reduções que desapareceram, mas uma coisa permanece: a adivinhação do além. Em Damanhur, observamos realmente o que no C.R.O.M. nós chamamos de "culto do ocultismo". Cada um deve se interessar pelo ocultismo e a única maneira de subir na hierarquia da organização é aperfeiçoando-se na viagem astral.
Quem não sabe sair do seu corpo não fica muito tempo na comunidade. Mas não se preocupe: a "universidade" de Damanhur oferece muitos cursos onde todos podem aprender esta prática, o que é claramente visto como um imenso progresso espiritual. Na realidade, esta prática abre os estudantes para as forças invisíveis de que temos falado, que podem, então, controlá-los e usá-los melhor.
Já hoje, os agentes formados pela Damanhur passam de ecovila em ecovila levando a palavra correta da unidade mundial, do amor universal e da viagem astral. Os dirigentes de Damanhur estão à frente da Rede Ecovila Global (G.E.N. - rede mundial de ecovilas), uma espécie de federação mundial de comunidades alternativas, sejam espirituais ou não. Qualquer um que conhece a história de Roma e da rede de alianças que ela estabeleceu para manter o domínio sobre as nações, apenas pode ver nessa G.E.N. uma empresa imperialista visando garantir que todas as comunidades no mundo sigam a mesma linha e ninguém tentando entrar em dissidência frente à ideologia dominante da Nova Era.
Apenas algumas centenas de pessoas residem permanentemente em Damanhur, mas esta comunidade tem milhares de seguidores em todo o mundo. Dificilmente podemos imaginar a sua importância, mas ela não deve ser negligenciada se considerarmos a fragilidade ideológica da maioria dos lugares ecológicos em comparação com a certeza inabalável que habita os seguidores de Falco. Nós encontramos com alguns durante reuniões da Nova Era na França: o público é praticamente garantido e vê neles modelos a seguir.


C.R.O.M.: Será que é pela sua tecnologia mágica, especialmente a sua máquina de viajar no tempo, que eles fazem tal promoção? Isso é uma enganação?
A.A.: Eles realmente não viajam no tempo, eles simplesmente exploram o que os esotéricos chamam de registros akáshicos, que contêm toda a memória do planeta.
Na realidade, as suas tecnologias com nomes estranhos visam essencialmente concentrar a energia astral. Por exemplo, em muitos dos seus templos subterrâneos, encontramos máquinas cuja função é a de recuperar a energia gerada pelo sentimento de admiração dos visitantes. Essas tecnologias foram concebidas pelos ocultistas, eu acho que ali deve dar resultado. Quando alguém usa a máquina para viajar no tempo (restrita a poucos iniciados), os músicos ficam ao seu redor e lhe fornecem a energia, o que lhe permite fazer uma viagem astral mais longa e mais intensa.
A experiência de Damanhur permanece interessante, pois, com a sua visão mais científica da magia, ela antecipa o que será a Era de Aquário. Disso, nós não podemos lamentar. Por outro lado, do que nós lamentamos, é da energia utilizada: trata-se sempre de uma energia astral em relação com as antigas egrégoras retrógradas. As máquinas e os templos de Damanhur servem apenas para colocar a pessoa em contato com essas egrégoras. Elas participam de um empreendimento de vampirismo, já que a energia astral é limitada e deve necessariamente ser roubada de outros seres.
A mesma crítica se aplica à tese das "linhas de sincronia" desenvolvidas por Falco. Deixe-me explicar: graças à sua clarividência, Falco sabia onde passavam as correntes astrais e pôde assim estabelecer uma espécie de mapa oculto da Terra. Ele sabia que o Tibete é o lugar onde podemos encontrar mais linhas de sincronia, e isso não é de surpreender quem conhece a intensa atividade que realizam os mágicos do Himalaia.
Ele também descobriu que correntes igualmente poderosas circulavam no vale de Valchiusella, razão pela qual ele instalou os seus templos que, disse ele, "se comunicam com o mundo". Mas o seu mapa oculto apenas indica os locais onde estão localizados e circulam os "dejetos sutis" da Terra. Este mapa é mais parecido com um plano de rede de esgoto e em nada interessa para aqueles que desejam se beneficiar das novas radiações de Aquário.


C.R.O.M.: O que essas pessoas deveriam fazer?
A.A.: Bem, em primeiro lugar, desligar-se de todas essas forças retrógradas. Por que, por exemplo, conectar-se com o calendário Maia? A civilização Maia pertence apenas ao passado. Assim como de todas as outras práticas que colocam a pessoa em relação com egrégoras velhas, por mais veneráveis que elas sejam.
Eu disse, Damanhur, pela sua visão científica do mundo sutil, indica, apesar de tudo, um certo rumo. O misticismo, decididamente, não está mais na ordem do dia. Mas, em vez de usar essa energia astral tão carregada, nós devemos procurar, de preferência, melhor compreender a natureza do que os Anciãos chamavam de "éter" - a energia pura que abunda no universo. No entanto, esta energia, sendo estranha ao sistema egocêntrico do ser humano, pode apenas ser captada e concentrada por aqueles que fizeram uma verdadeira transformação interior. Este é o desafio do nosso tempo.


C.R.O.M.: Obrigado, estamos na mesma linha. Mas antes do terminar, parece-me que você não falou sobre o que você descobriu na Holanda.
A.A.: Ah sim. Bem, é tão simples quanto espetacular. No trem que me levava na França, eu tinha ao meu lado um grupo de belgas que falavam de um túnel subterrâneo soberbo que eles tinham visto perto de Maastricht (cidade da Holanda onde está localizada a igreja católica mais antiga fora da Itália). Encontravam-se ali estátuas de Buda, de Shiva, de Ramsés II e de Cristo, um touro alado, ídolos javaneses, etc. - no total, mais de 500 estátuas e pinturas. E até mesmo uma parte que reproduzia integralmente o Alhambra, com fontes, lagos e versículos corânicos. O meu interesse chegava ao seu ponto mais alto: havia ali um outro Damanhur? Você não pode imaginar a minha surpresa quando eu soube que este lugar era chamado de "Monte dos Jesuítas" (Jezuitenberg em holandês) (7) - ele foi construído por estudantes de um seminário perto dali e foi, portanto, o trabalho de futuros Jesuítas! Esta galeria, que era um verdadeiro templo (várias capelas ficavam em volta de salas árabes, egípcias, etc.), teria sido construída pouco a pouco por esses estudantes Jesuítas durante o seu tempo livre, nas quartas-feiras à tarde. Estudantes muito assíduos, pois a construção desta obra - que eu visitei mais tarde - estendeu-se por mais de um século (de 1860 até cerca de 1960), e em uma gruta onde a temperatura nunca ultrapassa os 10°C!
Esta história, vocês hão de convir, é muito incrível. Vemos ali, de forma inequívoca, a marca dos Jesuítas, que teriam tentado esconder o inconfessável. Eu fiquei, da minha parte, convencido de que este lugar - agora abandonado - foi um laboratório de redução, como é hoje Damanhur.
Uma observação final: em 1968 é que foi entalhada a última estátua de Jezuitenberg. O canteiro de obras de Damanhur, por sua vez, teve início em 1977. Houve continuidade dos dois projetos, sendo o primeiro de uma experiência preliminar (e menos bem-sucedida) operada em um ambiente seguro? Ou existem outros "santuários de templos" construídos pelos jesuítas e mantidos em segredo? O mistério permanece sem solução, mas a trilha dos Jesuítas está confirmada.


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Notas 

1. Atlantis in the Mountains of Italy, publicado na revista What is Enlightenment? (abril-junho 2007) 
2. La cour des miracles: explication de l’occulte, publicado em V.I.T.R.I.O.L. 19 
3. Frase original do artigo: «He knew he was on to something when he was able to convince two of his Jesuit teachers at school to quit in order to come study with him» 
4. Cada vez mais altos graus da Igreja Católica são franco-maçons. Mas a própria maçonaria está sob o controle dos Jesuítas há pelo menos 150 anos.
5. Rome, cité bâtie sur la peur, publicado em V.I.T.R.I.O.L. 20 
6. O deus Hórus é representado com uma cabeça de falcão. 
7. www.jezuietenberg.nl

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Texto publicado no site do Centro de Pesquisas da Ordem Mundial (C.R.O.M.):
1º de novembro de 2011

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Tradução para o português: Zulma Peixinho

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