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'EUA procuram a ajuda de outros países para mudar a sua população em caso de erupção do vulcão Yellowstone Super & «Luas Sangrentas»'

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dia 15 tem a lua sangrenta...

Domingo, 6 de abril, 2014
EUA procuram a ajuda de outros países para mudar a sua população em caso de erupção do vulcão Yellowstone Super


De acordo com um artigo publicado pelo jornal Sul-Africano "A Afrikaaner" o Parlamento (ANC) da África do Sul recebeu uma oferta dos EUA kor oferecendo-se para ser parte de um plano para a gestão de desastres na África Sul e seria pago US $ 10 bilhões por ano durante dez anos. O plano deverá fornecer alojamento temporário para milhões de americanos na África do Sul, no caso dos super-erupção do vulcão de Yellowstone.

Outros países que participam deste plano são: Brasil, Argentina e Austrália. Um porta-voz do Departamento Sul-Africano de Relações Exteriores, o Sr. Sipho Matwetwe, disse que a África do Sul "não incluirá parte porque há um risco de que milhões de americanos brancos possam ser enviados em nosso país em uma situação de emergência e consideramos que seria uma ameaça para a cultura negra e da nossa identidade "situação nacional.


Um super vulcão é cem vezes mais poderoso do que um vulcão normal e além de causar a morte de milhões de pessoas, pode eliminar toda uma civilização. Se o Yellowstone supervulcão explodir, todo o continente norte-americano será devastado  da Terra poderia ser mergulhada durante vários anos em um inverno vulcânico.
O último conhecimento de uma erupção do super-vulcão provavelmente ocorreu há cerca de 70 mil anos ao longo do Lago Toba, Sumatra, Indonésia. Isso causou um inverno vulcânico que durou de seis a oito anos e um período de efeitos globais de um milhar de anos.


A análise científica recente da rocha fundida sob Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos revelou que uma erupção é possível, sem qualquer influência externa.


Anteriormente, os cientistas pensavam que a maioria das erupções de super-vulcões foram precedidas pela primeira vez por um terremoto quebrando a crosta e deixando escapar o magma. Mas um novo estudo mostra que estas podem ocorrer espontaneamente como resultado de um aumento da pressão.


Super-vulcões são a segunda maior ameaça à vida na Terra, após uma colisão com asteróides da Terra. No passado, eles foram responsáveis por extinções em massa de espécies, mudanças climáticas, a longo prazo e invernos vulcânicos que são causados pelas cinzas vulcânicas obscurecendo a luz do sol.


Cientistas americanos identificaram a África do Sul como uma região onde as pessoas poderiam sobreviver ao inverno vulcânico que o Yellowstone super-vulcão pode acarretar. Embora o governo dos EUA tente evitar o pânico entre os seus cidadãos, ele quer um plano de contingência ", caso o pior ocorra.


O vulcão é constantemente monitorado por sismógrafos dispostos em 45 pontos e é provável que o governo dos EUA esteja observando a várias semanas e dias para enviar um grande número de seus cidadãos ao exterior, especialmente para o hemisfério sul. O super-vulcão Yellowstone explodiu 600.000 anos atrás e vomitou mais de 1.000 quilômetros cúbicos de cinzas e lava na atmosfera e é cerca de 100 vezes mais do que a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1982, o que causou uma período significativo de resfriamento global.


Embora o Ministério de Relações Exteriores e de Ciência e Tecnologia da África do Sul estão plenamente informados do plano verões Estados Unidos, bem como grandes somas de dinheiro que seriam pagas para alojamento temporário em os EUA Karoo e Kalahari, a empresa decidiu rejeitar o pedido dos Estados Unidos.
Dr. Sipho Mathetwe disse: "O governo Sul-Africano tem simpatia pelo americano ao desafio Yellowstone, mas nós temos nossos próprios desafios na África do Sul. Há 200 milhões de brancos nos Estados Unidos e se também, muitos deles fugiram para a África do Sul, seria um grande problema, mesmo que não haja habitação e infra-estrutura disponível suficiente. Desestabiliza o país e poderá até trazer de volta o apartheid. A África Sul não está à venda. "


O embaixador dos EUA em Pretória se recusou a fazer qualquer comentário.


http://www.turnerradionetwork.com/news/400-pat
Tradução: http://leschroniquesderorschach.blogspot.com/
Postado por Rorschach às 18:34
http://leschroniquesderorschach.blogspot.com.br/2014/04/les-usa-demandent-laide-dautres-pays.html


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Luas Sangrentas Durante a Próxima Semana de Anos de Israel
Prof. Johan Malan, Middelburg, (Junho 2008)
O pastor Mark Biltz, um judeu messiânico dos Ministérios El Shaddai, perto de Washington, fez uma descoberta fantástica sôbre os eclipses do Sol e da Lua, relacionando-os com as profecias bíblicas àcêrca de Israel. Refere-se êle a várias “luas sangrentas”que vão acontecer em 2014 e 20l5, durante o ano sabático da próxima semana de anos. Êle interpreta êste fenómeno baseando-se em Joel 2:31, onde Deus diz: “O Sol tornar-se-á escuridão e a Lua sangue, antes de chegar o grande e terrível dia do Senhor”.
Mark obteve esta informação no Eclipse Website da NASA, tendo descoberto um quadro claro na sequência de eclipses, ao datá-los de acôrdo com o calendário judaico. A ocorrência de costas, de quatro luas sangrentas em anos sucessivos, é acontecimento raro na história. Aconteceu em 1949/50, depois de Israel ter sido restaurado na sua terra em 1948, e de novo em 1967/68, depois da Jerusalém bíblica (a Cidade Velha), ter sido reconquistada por Israel em Junho de 1967. A próxima vez a acontecer será em 2014/15, e é muito provável que possa acontecer concorrentemente com importantes acontecimentos proféticos em Israel.
Não pode ser atribuído a coincidência, que todas as quatro luas sangrentas de 2014/15 se verifiquem durante festivais religiosos de Israel, juntamente com dois eclipses do Sol também em dias importantes em 2015. Haverá uma lua sangrenta no 14º dia do mês Nissan, em 2014, na data da celebração da Páscoa judaica em Israel (Lev. 23:5). Nissan é o primeiro mês do calendário religioso judaico. No 15º dia do sétimo mês (Tishri), quando começa a festa dos Tabernáculos (Lev.23:34), haverá outra lua sangrenta. E em 2015 repetir-se-á exactamente o mesmo cenário. Devido ao ano lunar de Israel, estas datas coincidem todas com a lua cheia – e nestas ocasiões a lua tornar-se-á côr de sangue. Além dos eclipses lunares, haverá também dois eclipses do Sol em 2015 – um no primeiro dia de Nissan e de novo outro no primeiro dia de Tishri. Rosh Hashanah (Novo Ano judaico) celebra-se no 1º dia de Tishri, que é o comêço do seu calendário civil.
As descobertas de Mark Biltz tornam-se aínda mais significativas, quando se leva em conta que o ano de 25 de Setembro de 2014 a 13 de Setembro de 2015 será um ano sabático, que concluirá a semana de anos que começa com a festa de Rosh Hashanah em 30 de Setembro de 2008. Quatro luas sangrentas em anos sucessivos nunca mais se registarão durante todo o resto do século 21. Isso fortalece a expectativa que a semana de anos que começa em 30 de Setembro de 2008 e termina em Setembro de 2015, pode muito bem ser o período de tribulação de sete anos do govêrno do Anticristo. Do ponto de vista de Israel, será a 70ª semana de anos de Daniel. Esta conclusão não pode ser expressa explicitamente como facto, mas deve no entanto ser considerada como forte possibilidade.
Outras evidências proféticas apoiam esta expectativa, e Mark Biltz também se referiu a outros sinais com ela relacionados. Êle diz que os eclipses do Sol estão associados a épocas de trevas na história de Israel, especialmente quando êles ocorrem no mês de AV (Julho/Agosto). Os judeus jejuam durante êste mês e lamentam a destruição do primeiro templo por Nabucodnozor no dia 9 de AV, bem assim como a destruição do segundo templo pelos romanos no mesmo dia do ano 70 AD. AS investigações de Mark revelaram que haverá três eclipses do Sol exactamente no mesmo dia do calendário judaico, - isto é, 1 de AV em 2008, 2009 e 2010. De acôrdo com Biltz, estes eclipses no mês de AV indicam dias de trevas para Israel e para as nações, e podem referir-se ao início de uma grande conflagração em Agosto de 2008. O mês judaico de AV, começa êste ano em 2 de Agosto.
A evidência circunstancial deve também ser considerada. Há várias indicações de que a tensão entre Israel e os seus visinhos muçulmanos está prestes a explodir. O presidente e dirigentes religiosos do Irão instam constantemente pela destruição completa de Israel. O seu programa nuclear está a ser acelerado e armaram a organização Hesbolah do Líbano até aos dentes. Êste grupo terrorista possui presentemente 40.000 mísseis modernos, capazes de atingir qualquer alvo em Israel. Êles renovaram o seu propósito de destruir totalmente o estado judaico, e perpetuam a mesma campanha de ódio contra os Estados Unidos. Há fortes boatos que o presidente Bush tenciona ordenar um ataque às facilidades nucleares do Irão, antes de terminar o seu têrmo na presidência. E Mark não se admiraria se tal ataque fôsse feito durante o próximo mês de AV (Agosto).
Outra coisa que está a precipitar a próxima guerra contra Israel, é a pressão mundial para que se divida o território israelita e a cidade de Jerusalém, para o estabelecimento de um estado palestino. Em Israel haverá luta intensa pela sobrevivência, mas o Senhor intervirá para pôr fim a esta luta. Depois desta intervenção divina, o Anticristo aparecerá em cena e, falsamente, chamará a si todo o crédito por evitar a guerra.
A última geração
O cenário inteiro apresentado por Mark Biltz, também é de aplicar ao quadro da última geração, a que Cristo se refere no Seu Discurso no Monte das Oliveiras (Luc. 21:32). Do contexto desta passagem torna-se evidente que a última geração começa ao desabrochar da figueira, que foi a restauração de Israel em 1948. Isso diz respeito a uma geração de 70 anos (Veja Salmo 90:10), que terminará em 2018. Durante esta geração devem-se cumprir todos os acontecimentos que conduzem ao regresso de Cristo, incluindo a tribulação de sete anos. A semana de anos de 30 de Setembro de 2008 a 13 de Setembro de 2015, é a última semana de anos completa que se pode relacionar com o tempo da última geração.
Existe razão mais que suficiente para considerarmos sèriamente o estudo e conclusões de Mark. É-nos comandado que olhemos para Israel (a figueira), se quizermos saber onde nos encontramos no calendário profético de Deus (Luc. 21:28-31). No mesmo capítulo, o Senhor Jesus diz:- “E haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e na Terra haverá inquietação nas nações, com perplexidade, e o mar e as ondas rugirão” (Luc. 21:25). Nas profecias bíblicas existe uma relação directa entre os sinais nos corpos celestiais e os acontecimentos inquietantes que acontecem na Terra. Estamos a aproximar-nos ràpidamente da altura do cumprimento destes sinais.
Os eclipses do Sol e da Lua apresentam-se-nos aqui com datas exactas que não podem ser manipuladas. No entanto, Mark diz que estes sinais não devem ser vistos como uma tentativa para marcar a data da segunda vinda de Cristo, mas sim como um chamamento para nos despertar e preparar para o que pode acontecer num futuro próximo. O presente tempo não é para cairmos em sonolência espiritual como as virgens descuidadas.
Mark explicou o significado destes sinais durante duas entrevistas na TV com o Dr. J. R. Church e Gary Stearman de Profecia Nas Notícias. Êles consideram a informação muito importante. Para mais pormenores visitar www.prophecyinthenews.com
O Dr. J.R.Church também procurou evitar a marcação de datas pertinentes, aceitando todo o cenário apenas como uma possibilidade. Diz êle, que se uma guerra de maior vulto rebentar em Agosto ou Setembro no Médio Oriente, ficaremos a saber que de facto a altura da partida chegou. Nesse caso, teremnos a esperança de uma espera de curta duração para o arrebatameno dos verdadeiros crentes, depois do que o Anticristo será revelado para enganar todas as populações, como prelúdio do seu reino internacional de terror, que se seguirá 3 anos e meio mais tarde.
Outras opções
outros escatologistas bem conhecidos, como Jack Kelly, que são da opinião que há simplesmente demasiadas coisas que têm de acontecer primeiro, antes do Anticristo ser revelado – entre outras a guerra de Ezequiel 38 e 39. Êle argumenta, que o ano de acontecimentos de 2015, pode ser o princípio da tribulação de sete anos e não o seu fim.
Independentemente do facto de a marcação do período de tribulação de Jack não se ajustar à época da última geração, existem outros factores que também devem ser considerados. Por exemplo, o Irão não faz segredo da sua intenção de tirar Israel do mapa o mais cedo possível. Aínda mais, deseja vingar-se da América por auxiliar Israel e por atacar o Afganistão e o Iraque, que são nações muçulmanas. A situação tensa no Médio Oriente não pode possivelmente continuar por mais sete anos, sem que uma guerra de maior vulto rebente na região.
O presidente Bush tem definitivamente uma mente guerreira, e não é impossível que ataque o Irão durante o último estágio da sua presidência. Os Jogos Olímpicos que começam na China em Agosto, afastarão a atenção do mundo do Médio Oriente, oferecendo assim uma oportunidade ideal ao Irão e seus aliados, e também aos Estados Unidos e a Israel para efectuarem ataques de surpresa. Se Israel planear destruir as instalações nucleares do Irão, fá-lo-á enquanto o seu “amigo”de duas caras Bush estiver na presidência. Entre os possíveis sucessores de Bush contam-se Clinton e Obama, ambos pacifistas. Êles não ajudarão Israel no seu esfôrço de guerra, nem atacarão êles próprios o Irão.
Os repetidos pedidos de muçulmanos radicais para uma jihad de âmbito mundial, ouvem se presentemente em toda a parte:- Do Irão, do Iraque, da Síria, do Líbano, do Afganistão, do Paquistão, do Egipto, dos territórios palestinos em Israel, e mesmo de grupos muçulmanos em Londres. A cena está preparada para o lançamento de um ataque de vulto contra os infiéis não-muçulmanos. A mentalidade de ataques suicidas com bombas, destes países, tem demonstrado contìnuamente que êles têm um ódio fanático aos seus inimigos, inspirado pela sua religião, e que não hesitarão em mergulhar o mundo no cáos.
Israel continua a ser o seu alvo mais importante, mas o Senhor não vai permitir que aniquilem o Seu povo. De acôrdo com Ezequiel 39:1-5, os muçulmnos radicais que vão invadir Israel sob a direcção da Rússia (Magog), serão destruidos nas montanhas de Israel. Isso, juntamente com o arrebatamento, porá fim à dispensação da igreja, dando ao mesmo tempo a oportunidade ao Anticristo para ser revelado como dirigente mundial de Satanás.
A perspectiva correcta
Deve ter-se em mente que, durante a grande tribulação, o Sol e a Lua serão escurecidos por longos periodos, devido à poluição atmosférica causada pela guerra e por incêndios e desastres naturais, especialmente erupções vulcânicas. Nas espessas núvens de fumo, o Sol tornar-se-á nêgro como pano de saco e a Lua como sangue. Todos estes fenómenos devem ser vistos como parte de um quadro mais vasto, isto é, como aviso de Deus em relação aos julgamentos a vir sôbre uma humanidade vil e rebelde.
O assunto mais importante relativamente aos sinais dos tempos, é que devemos considerar o nosso relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Compreender correctamente os sinais proféticos não deve ser a nossa primeira prioridade, mas sim o sermos cristãos cheios do Espírito, mantendo-nos verdadeiramente decididos a ser testemunhas de Cristo até ao fim. Então escaparemos aos julgamentos e iremos ficar com o Senhor quando Êle vier buscar a Sua congregação de noivado, quer sejamos peritos em escatologia bíblica quer não. Devemos manter sempre um equilíbrio correcto nas nossas vidas espirituais, determinando correctamente as nossas prioridades. Se assim fizermos, possuiremos a disposição acertada em ambos os aspectos – obedeceremos a valores espirituais sãos, e teremos ao mesmo tempo um interesse vivo no cumprimento literal das profecias do fim dos tempos relativas à segunda vinda de Cristo.
Nós estamos a viver em tempos difíceis, em que a nossa fé e amor estão a ser severamente postos à prova. Jesus disse:- “O pecado reinará em toda a parte e arrefecerá o amor de muitos” (Mat. 24:12 – Bíblia Viva). Nós devemos precaver-nos contra o retrocesso na nossa fé. Quando os sinais dos tempos se cumprirem à nossa volta, devemos “Levantar a cabeça e olhar para o alto, pois a nossa redenção está perto” (Lucas 21:28). Devemos ter coragem no meio do deteriorar das coisas no mundo, pois há um futuro de esperança para os cristãos verdadeiros. O Senhor intervirá por meio do arrebatamento, mudando as nossas vidas para sempre:- “Olhai portanto, e orai sempre para que possais ser considerados dignos de escapar a todas estas coisas que vão acontecer e de enfrentar o Filho do Homem” (Lucas 21:36 – ver também 1 Tessal. 4:16-17).
Nós devemos prosseguir a caminho do alvo que temos à nossa frente, vivendo como pessoas que têm uma forte expectativa de um arrebatamento antes da tribulação: “Mas vós, irmãos, não estais na escuridão de maneira a que (o dia do Senhor) vos possa surpreender como um ladrão” (1 Tessal. 5:4). As pessoas que não esperam a próxima vinda do Senhor e não são espiritualmente fortes, esforçam-se por um reino terrestre criado pelo homem. E as suas actividades vão terminar com uma grande desilusão para si e todos os enganados, pois promoverão sem querer as iniciativas humanísticas de paz e reconciliação da agenda do Anticristo para estabelecer uma nova ordem mundial inspirada por Satanás. De repente essas pessoas vão achar-se no seu reino, sem terem maneira de escapar aos julgamentos de Deus sôbre os iníquos (1Tess. 5:3).
Extraído de: http://www.bibleguidance.co.za/Portarticles/31%20Sangrentas.htm
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«Luas Sangrentas»

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Evolução de um eclipse total da Lua. Nas duas imagens acastanhadas, o tempo de exposição foi muito maior que nas fases parciais porque a lua está a atravessar a umbra (a parte mais escura da sombra do nosso planeta).
Alguns dos nossos leitores pediram que escrevêssemos um artigo acerca das chamadas «Luas sangrentas». No início não fazia a mais pequena ideia do que seria esse fenómeno. Nunca ouvira falar de tal coisa.
Uma breve pesquisa na internet, veio a revelar que se trata de um fenómeno recente e aparentemente restrito ao Brasil. Algumas das páginas (a maioria) tem um carácter religioso e estão mesmo associadas a seitas ou grupos religiosos.
A linguagem usada é a habitual entre quem pretende espalhar o medo para se aproveitar das fragilidades, receios e ingenuidade das pessoas. Aparentemente não passa de mais um esquema associado a uma religiosidade e misticismos doentios que só pode ter como objectivo cativar pessoas para seitas e religiões ou para vender livros e dar notoriedade a uns quantos charlatães…

A associação entre supostas profecias, com citações bíblicas ou sem elas, e fenómenos astronómicos, reais ou imaginários, não é nada de novo e só revela falta de originalidade. Já não bastavam as nuvens ácidas, o planeta Nibiru, as profecias Maias, uma estrela marrom companheira do Sol e mais um sem fim de ideias fantasiosas e sem nenhum fundamento?
Agora aparece mais esta, com datas bem precisas: 15 de Abril de 2014, 8 de Outubro de 2014, 4 de Abril de 2015 e 28 de Setembro de 2015… Uma consulta ao calendário lunar, mostra que se trata de datas em que a Lua entra na fase de Lua Cheia, altura em que o nosso satélite natural está no ponto oposto ao Sol e onde é mais provável que o cone de sombra da Terra obscureça a Lua.
Como em matéria de eclipses tenho mais confiança nas páginas da NASA que em textos antigos ou sites duvidosos, fiz uma breve pesquisa no site da NASA e de facto constata-se que nesses 4 dias a Lua irá passar pela sombra da Terra, sendo eclipsada.

Só por curiosidade, fui verificar as características dos eclipses e são os 4 eclipses umbrais: a Lua passa na parte mais central e mais escura da sombra da Terra, o que lhe dará uma tonalidade entre o cor-de-laranja e o castanho.
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Eclipse da Lua em 15 de Abril de 2014
2014-10-08T
Eclipse da Lua em 8 de Outubro de 2014
Um eclipse da Lua não é nada de extraordinário. É um fenómeno relativamente frequente. Todos os anos ocorrem pelo menos dois e, muito provavelmente, os 2 destes ano e os 2 do próximo ano decorrerão como todos os outros.
Mas porquê aquele tom entre o alaranjado e o acastanhado, passando pelo vermelho? Será algo fora do normal?
Não, esse tom avermelhado é algo normal e a que assistimos todos os dias e nem notamos… resulta da refração e da dispersão da luz solar na nossa atmosfera e a que podemos assistir todos os dias em que o céu está limpo. Antes do nascer do Sol ou após o seu ocaso, também vemos o céu a nascente ou poente com um tom mais alaranjado e por vezes avermelhado e, se houver nuvens altas, também as veremos com essa cor.
Durante um eclipse total da Lua, este astro não desaparece, fica muito mais escuro mas ainda é iluminado por essa luz que a nossa atmosfera dispersa e refracta, comportando-se como uma gigantesca lente. Nada de anormal. Sempre foi assim com todos os eclipses totais da Lua.
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Nuvens iluminadas por um Sol prestes a nascer ou acabado de se pôr. Também uma Lua eclipsada é fracamente iluminada por esta luz colorida.
Como habitualmente, estas datas passarão e, muito provavelmente, nada do que é dito acerca das luas sangrentas acontecerá.
Também como é habitual, muitas pessoas não aprenderão nada com a experiência nem tirarão quaisquer ilações de mais uma fraude e estarão disponíveis para cair na seguinte…

Acerca do autor(a)

Rui Costa
Desde criança que sente um enorme fascínio pela Astronomia e, sendo esta uma ciência muito abrangente, também pela Física, a Geologia e a ciência em geral.
Adepto da astronomia amadora, adora observar o céu, quer seja com binóculos, telescópio ou apenas um par de olhos.
Também tenta manter-se minimamente a par do que se vai passando lá longe no universo e também aqui à nossa volta, nas áreas da investigação, exploração e conquista espaciais.
Extraído de: http://astropt.org/blog/2014/03/21/luas-sangrentas/
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Publicado em 04/07/2014
Embora as informações de um possível alerta e evacuação de áreas de Wyoming e Montana não atingiu os olhos do público. Relatórios são em um fax enviado por funcionários de agências de aplicação da lei sobre uma possível evacuação obrigatória próxima. Isto só pode ser devido a recente desestabilização a caldeira de Yellowstone.
https://www.youtube.com/watch?v=mpk5Aojo_J0&feature=em-uploademail
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Colaboração de
Rosa Amelia Muruci e Cristina Cordeiro
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