Tempestade solar rara atinge a Terra

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Nota Segundo Sol: Foi publicado hoje no dailymail: "Explosão solar do mês passado (17/05) criou um pulso misterioso na Terra que parecia 'responder' a explosão solar". "Os cientistas estão agora tentando entender o que aconteceu na Terra".
01-06-2012
As partículas eram tão rápidas e com uma energia tão alta que, quando colidiram com átomos na atmosfera da Terra, provocaram uma chuva de partículas, geradas em cascata, em direção à superfície.
[Imagem: Simon Swordy/University of Chicago, NASA]
Chuva de partículas cósmicas

No dia 17 de Maio último, explodiu na superfície do Sol uma erupção classe M.
A erupção disparou uma rajada de partículas solares, viajando quase à velocidade da luz, que atingiu a Terra cerca de 20 minutos depois.
Uma erupção classe M é considerada "moderada", pelo menos 10 vezes menos potente do que as super erupções classe X.
A maior ejeção de massa coronal do atual ciclo solar - o Sol tem ciclos de atividade que duram 11 anos - ocorreu em Agosto do ano passado, chegando a X 6,9.
Mas as partículas que nos atingiram em 17 de Maio eram tão rápidas e com uma energia tão alta que, quando colidiram com átomos na atmosfera da Terra, provocaram uma chuva de partículas, geradas em cascata, em direção ao solo.

Reforço ao nível do solo
A chuva de partículas criou o que se chama GLE - Ground Level Enhancement um aumento do fluxo de raios cósmicos ao nível do solo.
GLEs são muitos raros - foram observados menos de 100 desses eventos nos últimos 70 anos, quando foram construídos os primeiros instrumentos capazes de detectá-los.
Além disso, este foi o primeiro GLE do atual ciclo solar - um ciclo marcadamente morno, que está longe do máximo esperado.

No solo e no espaço
Este GLE deixou os cientistas animados também por outro motivo.
Além dos observatórios no solo, eles puderam coletar dados com o observatório russo/italiano PAMELA, o mesmo que descobriu um anel de antimatéria ao redor da Terra.
Partículas solares já haviam sido medidas antes, mas o PAMELA é sensível justamente às partículas de alta energia que alcançaram o nível do solo.
A comparação dos dados no espaço e no solo poderá ajudar os cientistas a entender o que gera esse fenômeno climático espacial.
Não se sabe quase nada a respeitos dos GLEs, sobretudo como é que uma erupção solar tão pequena - de classe M - consegue produzir partículas de tão alta energia, necessária para causar um GLE, quando tempestades muito maiores, de classe X, normalmente não produzem o evento.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/...
 via: www.segundo-sol.com

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